O empresário pernambucano Gustavo Rodrigues de Souza, conhecido como “Galeguinho do iPhone”, ingressou com uma queixa-crime contra o apresentador Dudu Camargo , da TV Meio Norte , por calúnia e difamação. A denúncia foi protocolada no dia 21 de outubro, na 1ª Vara Criminal de Teresina.
Segundo a defesa, durante o programa Bom Dia Meio Norte, Dudu Camargo teria associado indevidamente o empresário ao homicídio que vitimou o piauiense Erlan Oliveira, primo do influenciador Fernandim OIG, morto após ser espancado em junho deste ano, em Petrolina-PE.
A defesa de Gustavo ressalta que ele jamais figurou como suspeito, investigado ou indiciado no caso. Ele foi ouvido apenas como testemunha, por ter presenciado a agressão. O empresário compareceu espontaneamente à 25ª Delegacia de Homicídios de Petrolina e se colocou à disposição da polícia para colaborar com as investigações. O inquérito, inclusive, descartou qualquer participação sua no crime.
“O teor das falas foi gravíssimo e causou grande impacto negativo na vida de Gustavo Rodrigues”, diz a defesa na queixa-crime. Além disso, o empresário recebeu ameaças de morte em suas redes sociais, conforme print anexado ao processo.
Fala de Dudu Camargo
Na declaração apontada como ofensiva, o apresentador afirmou em rede aberta: “O seguinte que eu contei a vocês: tem um tal de Galeguinho iPhone que também estava no local do espancamento de Erlan Oliveira. Gustavo Rodrigues de Souza, conhecido como Galeguinho iPhone, é um dos nomes citados no caso que resultou na morte do empresário piauiense. Esse tal de Galeguinho iPhone é dono de uma loja popular lá em Petrolina, em Ouricuri, chamada Galeguinho iPhone”, disse Dudu Camargo ao vivo.
Indenização e condenação
Na denúncia, o empresário pede a condenação de Dudu Camargo por calúnia e difamação, com aumento de pena pela propagação dos crimes no meio televisivo. Além disso, Gustavo Rodrigues pede reparação por danos materiais e morais em montante não inferior a R$ 50 mil.
Caso Erlan Oliveira
O empresário piauiense Erlan Ribeiro Lima Oliveira estava em uma festa de São João em Petrolina, no dia 20 de junho, quando se dirigiu até um bar, localizado na Avenida Sete de Setembro. Ao chegar ao estabelecimento Bar do Virote, ele entrou em outro carro que estava com um "paredão de som" ligado.
De acordo com a Polícia Civil, Erlan Oliveira desligou o aparelho, motivando a reação dos ocupantes do carro, que o removeram do veículo e passaram a agredi-lo. Após as agressões, ele foi socorrido e encaminhado a um hospital em Petrolina. Em seguida, o empresário foi transferido para o Piauí em uma UTI aérea, mas teve morte cerebral.