O presidente do Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), Antônio Carlos Drummond, se pronunciou pela primeira vez após a Polícia Federal (PF) deflagrar, no dia 30 de setembro, a Operação OMNI , que apontou irregularidades na gestão do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba. Em nota encaminhada neste domingo (5), o presidente do instituto destacou a reputação idônea do ISAC, que atualmente colabora com as investigações, e questionou como a ação policial foi conduzida, voltada “quase exclusivamente à entidade”.

No posicionamento encaminhado à imprensa, Carlos Drummond afirmou que os contratos firmados pela instituição são executados dentro da lei, constantemente submetidos à prestação de contas e à observação dos órgãos de controle. Atualmente, no Piauí, o ISAC administra o HEDA e o Hospital Regional Chagas Rodrigues, em Piripiri.

Foto: Reprodução/GoogleMaps
Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, em Parnaíba

O presidente ressalta que tanto o Hospital de Parnaíba recebeu certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), quanto o Hospital de Piripiri reduziu o tempo de espera por cirurgias. Para Drummond, isso “reforça a seriedade, a competência técnica e o compromisso do ISAC com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

Por fim, em relação à condução das investigações, o presidente do instituto afirmou que as apurações devem ser conduzidas com imparcialidade. “A entidade defende que a fiscalização pública deve sempre se pautar pela isenção e por critérios técnicos, evitando interpretações distorcidas que prejudiquem instituições idôneas”, pontuou Antônio Carlos Drummond.

Confira a nota na íntegra

O Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) reafirma seu compromisso com a transparência, a ética e a excelência na gestão pública em saúde. Diante das recentes apurações sobre sua atuação em unidades hospitalares do Piauí, o Instituto esclarece que segue colaborando plenamente com os órgãos de controle e confia na imparcialidade das instituições fiscalizadoras.

A direção do ISAC, contudo, manifesta preocupação com o caráter reiterado e concentrado de determinadas ações fiscalizatórias, que têm se direcionado quase exclusivamente à entidade, em detrimento de outras organizações sociais que atuam em condições semelhantes. O Instituto reforça que todos os seus contratos são executados dentro da mais absoluta legalidade e com prestações de contas devidamente aprovadas pelos órgãos competentes.

Sem anúncio no momento

Reconhecido nacional e internacionalmente por resultados concretos e práticas exemplares de governança, o ISAC possui unidades certificadas pela ONA (Organização Nacional de Acreditação), pelo selo internacional Qmentum e pelo GPTW Saúde. Entre os destaques, o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, é o único hospital público do Piauí com certificação ONA; o Hospital Regional Chagas Rodrigues (HRCR), em Piripiri, reduziu expressivamente o tempo de espera por cirurgias; e a UPA Santa Lúcia, em Maceió, foi eleita a melhor unidade pública do país para se trabalhar.

Esses reconhecimentos reforçam a seriedade, a competência técnica e o compromisso do ISAC com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A entidade defende que a fiscalização pública deve sempre se pautar pela isenção e por critérios técnicos, evitando interpretações distorcidas que prejudiquem instituições idôneas.

Por fim, o ISAC reafirma sua confiança nas instituições de Estado e seu propósito de oferecer gestão qualificada e assistência humanizada à população, com ética, transparência e resultados que falam por si.

Operação OMNI

No dia 30 de setembro, a Polícia Federal deflagrou as operações OMNI e Difusão. Na primeira, as ações tomadas tiveram o objetivo de desmantelar esquemas criminosos milionários envolvendo contratos referente à saúde do Piauí. Duas pessoas foram presas no cumprimento de ordens judiciais: os empresários, Bruno Santos Leal Campos e Nemesio Martins da Castro Neto.

Já a segunda trata de investigações irregulares envolvendo a Sesapi e a Fundação Municipal de Teresina (FMS).

Conforme apresentado pela PF, as investigações apontaram indícios de direcionamento e conluio em chamamento público da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) para contratação da organização responsável pela gestão de hospitais estaduais. As suspeitas envolvem superfaturamento, lavagem de dinheiro, conflito de interesses e falsidade ideológica em contratos milionários, incluindo o fornecimento de software de gestão em saúde.