Mulheres que tiveram fotos, vídeos ou qualquer outro conteúdo íntimo divulgados na internet sem consentimento podem contar com apoio técnico e jurídico gratuito, em uma iniciativa que busca combater a violência digital e reduzir os danos causados por esse tipo de crime.

O trabalho é conduzido pelo perito em tecnologia Joaquim Neto, que está oferecendo atendimento pro bono para ajudar mulheres a remover conteúdos íntimos compartilhados indevidamente em redes sociais, sites e aplicativos de mensagens.

De acordo com os especialistas, muitas vítimas deixam de procurar ajuda por medo, vergonha ou desinformação. “É importante deixar claro que a culpa nunca é da vítima. O vazamento de conteúdo íntimo é uma forma de violência digital, prevista em lei, e deve ser enfrentada com seriedade”, explica o perito Joaquim Neto .

O perito ressalta que o trabalho técnico é essencial para localizar o conteúdo, identificar as plataformas envolvidas e solicitar a remoção de forma adequada. “É um processo que exige conhecimento técnico e cuidado. Todo o atendimento é feito com sigilo absoluto e respeito à privacidade da mulher”, afirma.

As vítimas não precisam se expor publicamente para receber ajuda. O atendimento é iniciado por meio de um formulário disponibilizado pelos profissionais, garantindo discrição e segurança durante todo o processo. Além de oferecer suporte direto às vítimas, a iniciativa também busca conscientizar a sociedade sobre a gravidade do problema. “Violência digital também é violência. Compartilhar conteúdo íntimo sem autorização é crime e causa impactos profundos na vida das mulheres”, destacou.

Quem não é vítima pode colaborar divulgando a iniciativa. “Muitas mulheres sofrem em silêncio. Compartilhar essa informação pode fazer com que a ajuda chegue exatamente a quem precisa”, concluiu Joaquim Neto.

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