A Justiça do Piauí acatou a denúncia do Ministério Público e tornou réu Daniel Rodrigues Torres Mendes, acusado de estelionato qualificado mediante fraude eletrônica, por meio da criação de um perfil falso no qual se passava por uma estudante de Medicina da UniFacid. A decisão é da juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho , da 4ª Vara Criminal de Teresina.
De acordo com a magistrada, os elementos apresentados pelo Ministério Público indicam que o réu teria atuado de forma contínua, configurando crime em continuidade delitiva. A juíza determinou que o acusado seja citado para apresentar resposta à acusação no prazo de 10 dias, podendo constituir advogado, apresentar defesa por escrito e indicar provas e testemunhas.
Ainda segundo a decisão, o oficial de Justiça responsável pela citação está autorizado a requisitar força policial para o cumprimento da diligência, caso o acusado não apresente defesa dentro do prazo estabelecido.
Entenda o caso
Daniel Rodrigues Torres Mendes é acusado de estelionato qualificado mediante fraude eletrônica, após se passar por uma estudante de Medicina da UniFacid para aplicar um golpe. Usando um perfil falso com o nome de Mirian Luna, ele iniciou um relacionamento virtual com a vítima, identificado pelas iniciais C. de S. B. N., e passou a solicitar valores em dinheiro sob diferentes pretextos.
Durante meses, a vítima acreditou estar em um namoro online e realizou diversas transferências bancárias para estabelecimentos comerciais indicados por Mirian. Em fevereiro de 2024, a suposta namorada pediu que ele comprasse um iPhone 13 Pro Max, no valor de R$ 5.339,88, para um amigo chamado “Daniel Mendes”. O acusado, então, se apresentou como esse amigo e recebeu pessoalmente o aparelho da vítima. Depois disso, o perfil desapareceu e a vítima percebeu que havia sido enganada.
A investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) contou com o apoio da empresa Meta, responsável pelo Instagram, e conseguiu identificar Daniel como o autor da fraude. Ele confessou o crime em depoimento. Em abril de 2025, o Ministério Público apresentou denúncia à Justiça e ele se tornou réu no processo.