A Advocacia do Senado Federal protocolou um pedido de prisão preventiva contra o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). A ação penal eleitoral movida pelo Ministério Público Eleitoral por violência política de gênero.

Iniciado em 2024, o processo visa proteger a prefeita de Crateús (CE), Janaína Farias (PT), alvo de declarações reiteradas de Ciro. A ex-senadora ocupava a vaga de Camilo Santana, atual ministro da Educação, no Senado pelo Ceará.

Foto: Reprodução/X
Ciro Gomes

Ainda este ano, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) já havia condenado Ciro Gomes a pagar uma indenização de R$ 52 mil à prefeita, por declarações consideradas ofensivas feitas em entrevistas concedidas em abril de 2024. No episódio, ele se referiu à petista como "assessora de assuntos de cama" e "cortesã".

A defesa destacou, no pedido feito nessa quinta-feira (04), que Ciro continua a praticar ofensas contra a vítima, citando postagens recentes nas redes sociais. O documento solicita a decretação de medidas cautelares, incluindo a prisão preventiva, para garantir a integridade física da prefeita.

Uma das medidas solicitadas é a proibição de contato de Ciro Gomes com Janaína Farias, além do impedimento de aproximação a menos de 500 metros da vítima.

O juiz da 115ª Zona Eleitoral, Victor Nunes Barroso, determinou o encaminhamento do caso à Polícia Federal para investigar possível crime de perseguição (stalking) cometido por Ciro Gomes.

Sem anúncio no momento

A Advocacia do Senado aponta que a reincidência configura um risco concreto à integridade de Janaína Farias. Já a defesa de Ciro, representada pelo advogado Walber Agra, contesta a ação, argumentando que a via indicada não foi a correta e que não há requisitos para a decretação da prisão preventiva.