O redator Neto Maciel, viúvo do jornalista Erlan Bastos , publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (21), detalhando os últimos dias do comunicador, que morreu no último sábado (17), aos 32 anos, vítima de tuberculose peritoneal, uma doença rara. Ele informou que alguns médicos chegaram a suspeitar de câncer antes do diagnóstico correto.
Neto Maciel começou o vídeo agradecendo pelo carinho que tem recebido desde a partida do marido. “Quero agradecer todo mundo, o apoio dos fãs, dos admiradores, dos amigos do Erlan, e todas as milhares de mensagens que recebi. O Erlan construiu a carreira dele no Piauí, em Fortaleza, estávamos construindo em Macapá agora, e esses estados abraçaram ele de uma forma tão linda, que é impossível não comentar aqui. A relevância do Erlan era nacional, ele acabou tendo essa diferença e conquistando as pessoas assim, com sua personalidade, autenticidade e sua alma”, iniciou.
O marido de Erlan Bastos frisou que algumas informações inverídicas sobre a morte do jornalista estão sendo disseminadas, o que ele fez questão de rebater. “Quero esclarecer algumas informações inverídicas, algumas mentiras, informações equivocadas que circularam na internet. Toda essa história serve como um alerta, para as pessoas cuidarem mais da saúde delas. Em determinados momentos dessa nossa trajetória por hospitais, diziam que o problema do Erlan não era de agora e muito provavelmente ele sentia alguma coisa, mas não falava, por preocupação ou algo assim”, colocou.
Segundo o redator, houve negligência em hospitais por onde Erlan Bastos passou até obter o diagnóstico. “O Erlan não cuidava bem da saúde dele, fato. Mas também teve muita negligência do sistema de saúde. Nós fomos para o Macapá no começo de dezembro e lá para o dia 15 ou 16 foi quando começou toda a preocupação, os alertas de saúde, que levaram a gente a procurar ajuda nos hospitais. Em muitas dessas entradas, os médicos apenas prescreviam Buscopan para ele tomar e voltava para casa”, relatou.
Suspeita de câncer
Neto Maciel revelou que alguns médicos que atenderam o jornalista suspeitaram de câncer, o que foi descartado posteriormente. “Muitas pessoas também comentaram que ele não tinha plano de saúde, que não pagava consultas particulares, mas não, nós fomos em hospitais particulares lá em Macapá, no São Camilo, que é o melhor hospital que tem na cidade. Em Teresina, fomos no São Marcos, hospital referência da cidade. Em Macapá a gente saiu com uma suspeita de CA [câncer], fizemos tomografia de contraste, fizemos ressonância, mas não andava, era tudo muito precário. Fomos para Teresina para tentar uma melhoria. Depois de algumas entradas em hospitais, tanto particulares como na área pública, conseguimos uma regulação para o Hospital Natan Portella, onde uma médica suspeitou que poderia ser tuberculose”, narrou.
CTI
Após a confirmação de tuberculose, Erlan Bastos chegou a ser intubado e levado para a terapia intensiva, mas acabou não resistindo, devido ao estágio avançado da doença. “Ele fez exames, começou o tratamento para tuberculose, fomos para o isolamento, ele estava reagindo bem ao tratamento, se alimentando bem. Na sexta-feira foi quando tudo desandou. Os médicos sugeriram que ele fosse para o CTI, porque ele estava com um derrame pleural, tinha muita água no pulmão, e tinham que fazer uma drenagem. Ele estava relutante para ir, mas aceitou. Me ligaram para que eu fosse para lá, para autorizar que eles o intubassem. Eu liguei para a minha sogra, porque não cabe cem por cento a mim decidir isso, ela aceitou e a gente decidiu autorizar. Voltei para casa, depois de umas duas horas me ligaram novamente para comunicar da fatalidade”, disse.
O viúvo do jornalista informou que vai manter em funcionamento o portal de notícias Em Off, que, segundo ele, era a grande paixão de Erlan Bastos. “O Erlan tinha um amor acima de muitas coisas, que era o Em Off. Era a alma dele. Acompanhei desde o início e vi o quanto ele batalhou para consolidar essa marca e esse nome, e o Em Off vai continuar”, concluiu.