Amigos e familiares de João Emmanuel Moura , de 32 anos, prestaram homenagens nas redes sociais após a morte do professor, encontrado na manhã de domingo (4) em uma parada de ônibus em Sobradinho II, no Distrito Federal. O caso é investigado como homicídio pela Polícia Civil do Distrito Federal, que apura as circunstâncias do crime ocorrido às margens da rodovia DF-150, na altura do km 2. O corpo da vítima apresentava sinais de violência e foi localizado já sem vida nas primeiras horas do dia.
Conhecido como Nuel, João Emmanuel foi lembrado por parentes como alguém ligado à alegria e à convivência familiar. Em publicações nas redes sociais, familiares relataram memórias da infância e destacaram o vínculo mantido ao longo dos anos. Uma das primas, Beatriz Buenos Aires, escreveu que a partida transformou lembranças da infância em recordações marcadas pela saudade. Outra prima, Graciane Moura, também se manifestou, afirmando que se tratava de uma perda inesperada.
Amigos próximos também se pronunciaram, recordando o convívio com o professor e a forma como ele se relacionava com as pessoas ao seu redor. Em uma das mensagens divulgadas, Ithalo Alves descreveu o amigo como alguém presente no cotidiano e nas relações pessoais, destacando a convivência construída ao longo do tempo. As manifestações foram publicadas nas horas seguintes à confirmação da morte e compartilhadas por conhecidos da vítima.
O último adeus a João Emmanuel acontecerá no município de Isaías Coelho, no interior do Piauí, onde residem familiares do professor. Segundo informações divulgadas por parentes nas redes sociais, o translado do corpo está previsto para ocorrer nesta segunda-feira (5/1), com chegada no período da tarde. O velório será realizado na casa da avó da vítima, e até o momento não há definição sobre data e horário do sepultamento.
As investigações apontam que João Emmanuel pode ter sido atraído para uma emboscada após contato com um homem conhecido por meio do aplicativo de relacionamentos Grindr, voltado para homens que se relacionam com outros homens. De acordo com a polícia, a vítima sofreu golpes na cabeça, inclusive na região dos olhos e na parte posterior do crânio, o que indica que pode ter sido surpreendida durante o ataque. O celular do professor foi encontrado no local, apreendido e analisado, e mensagens trocadas com pessoas que passaram a integrar a apuração conduzida pela 35ª Delegacia de Polícia de Sobradinho.