O juiz Manfredo Braga Filho, da Vara Única de Matias Olímpio, designou para o dia 3 de junho o julgamento de Rafael da Costa Barroso, Jonathas José de Deus Sousa e Marco Antônio Borges Resende, pelo Tribunal Popular do Júri. O trio é acusado do homicídio qualificado de Benedito Cardoso de Sousa Neto , de 24 anos, executado a tiros em janeiro de 2025.
A investigação detalhou que Benedito foi morto por traumatismo cranioencefálico após ser atingido por três disparos de arma de fogo dentro de sua própria loja de rações, em São João do Arraial. Rafael e Jonathas, apontados como os executores materiais, confessaram a participação no crime ainda na fase policial, alegando que cumpriram ordens de uma facção criminosa. O magistrado destacou a solidez das provas, que incluem o reconhecimento por testemunhas e arquivos digitais comprometedores encontrados no celular de Marco Borges.
Marco Antônio Borges Resende é apontado como o mandante do assassinato, motivado por ciúmes e pela rejeição ao término de um relacionamento com a vítima. Segundo os autos do processo, Borges teria oferecido uma recompensa de R$ 50.000 e um sítio para que os executores realizassem o serviço. Em depoimento emocionante, a mãe da vítima descreveu o filho como um jovem trabalhador e sem envolvimento com crimes, afirmando que as suspeitas da família recaíram sobre o mandante imediatamente após o homicídio.
A qualificadora de emboscada foi mantida na pronúncia, reforçando que a vítima foi surpreendida em seu ambiente de trabalho, sem qualquer possibilidade de defesa. O juiz sublinhou a natureza premeditada e covarde da ação: os executores chegaram em uma motocicleta e invadiram o estabelecimento comercial aberto ao público para efetuar os disparos. Para a Justiça, a dinâmica do ataque planejado contra uma vítima indefesa justifica o agravamento da acusação que será apresentada aos jurados.
Ao encerrar a instrução, o magistrado manteve a prisão preventiva dos três acusados, citando o risco de fuga e a gravidade dos fatos. Embora a defesa tenha tentado anular o processo alegando falhas na citação e irregularidades técnicas, os argumentos foram rejeitados sob o entendimento de que o direito à ampla defesa foi plenamente garantido.
A sessão do Tribunal Popular do Júri terá início às 14h.