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Piauí

Advogada é acusada de indicar a mãe para lista tríplice do TRE

Ana Carolina Fortes Magalhães, presidente da comissão da diversidade Sexual da OAB, teria pedido ao presidente do TJ a inclusão da advogada Audrey Magalhães na lista tríplice do TRE.

Um leitor, que não quis se identificar, denunciou ao GP1 que o grupo Matizes, com base no discurso da igualdade de gênero, pediu ao presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Raimundo Eufrásio, a inclusão da advogada Audrey Magalhães na lista tríplice para compor uma das vagas destinadas a advogados no Tribunal Regional Eleitoral.

Segundo ele, tal pedido vai de encontro ao discurso da igualdade de gênero, tão utilizado pelo grupo Matizes na defesa dos interesses dos gays, lésbicas, travestis e simpatizantes, onde neste caso específico foi utilizado para defender os interesses de uma heterossexual, a advogada Audrey Magalhães.
Imagem: DivulgaçãoAna Carolina Fortes entrega documento ao desembargador Raimundo Eufrásio(Imagem:Divulgação)Ana Carolina Fortes entrega documento ao desembargador Raimundo Eufrásio
O denunciante afirma que a indicação só ocorreu por que a advogada do grupo Matizes, Ana Carolina Fortes Magalhães, que aparece na foto entregando o manifesto ao presidente do TJ, é filha da advogada Audrey Magalhães, que foi indicada pelo próprio grupo.

Se não bastasse, a advogada Ana Carolina é também presidente da comissão da diversidade Sexual da OAB, o que levou o presidente da Ordem, Chico Lucas, a também encampar o pedido em benefício de uma advogada em detrimento dos demais concorrentes.
Imagem: DivulgaçãoA advogada fez um post no seu facebook sobre o caso(Imagem:Divulgação)A advogada fez um post no seu facebook sobre o caso

Para o denunciante, a Ordem dos Advogados do Brasil, mais uma vez, está sendo utilizada para benefícios pessoais.

Outro lado

O GP1 entrou em contato com a diretora do Grupo Matizes, Marinalva Santana, que declarou que a denúncia é descabida, pois a escolha da lista tríplice é feita pelos desembargadores do Tribunal de Justiça. “A ideia de fazer um manifesto foi minha, por mais mulheres no poder judiciário, um manifesto que teve a adesão de centenas de pessoas físicas e algumas entidades. A Ana Carolina Magalhães não tem nada a ver com isso”, explicou Marinalva.

A militante ainda citou que Audrey foi a única inscrita para concorrer a vaga. “Nós defendemos abertamente o nome dela porque naquela Casa todos os desembargadores são homens. Ela [Ana Carolina Magalhães] não vota, ela não indicou. Ela [Audrey Magalhães] se inscreveu e foi a segunda mais votada”, declarou. 

O GP1 também tentou falar com a advogada Ana Carolina Fortes, mas ela não foi localizada.

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