A Polícia Civil de São Paulo , por meio da 2ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (DCCiber) e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagrou na manhã desta terça-feira (9) a Operação Azimut, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudar sistemas financeiros e lavar dinheiro no estado. Até o momento, oito pessoas foram presas.

A polícia suspeita que, ao longo de dois anos, o grupo tenha movimentado cerca de R$ 6,8 bilhões. A hipótese é de que os valores sejam provenientes de fraudes cometidas contra instituições financeiras.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Polícia Civil de São Paulo

A ação prevê o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão temporária em três cidades: Campinas, Hortolândia e São Paulo. Segundo a polícia, 40 agentes participam da operação.

As investigações, iniciadas em janeiro deste ano, mostram que os suspeitos movimentavam valores das contas das vítimas utilizando credenciais obtidas ilegalmente para realizar transferências não autorizadas, causando prejuízos milionários às instituições financeiras.

Em um dos casos apurados, uma única empresa teve um prejuízo de R$ 19,2 milhões decorrente de movimentações financeiras ilegais realizadas pelo grupo. O dinheiro obtido ilegalmente era posteriormente transferido entre outras empresas e contas, com o objetivo de mascarar sua origem. Há indícios, ainda, de que o grupo esteja envolvido em outros furtos mediante fraude.

Os integrantes da organização responderão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Sem anúncio no momento