A Polícia Civil do Piauí atuou em uma operação interestadual deflagrada nesta quarta-feira (24) contra uma organização criminosa suspeita de explorar jogos de azar e de praticar crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e ameaças a apostadores. A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Civil de Minas Gerais e resultou no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão em Teresina, além de diligências em Timon (MA), Rondon do Pará (PA) e Pirapora (MG). Também foi cumprido um dos quatro mandados de prisão espedidos pelo Poder Judiciário. Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 11,5 milhões por meio do jogo denominado “Quer Ganhar”.

O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko , alertou que esse tipo de prática já está sendo identificada em municípios piauienses e destacou que a corporação mantém investigações em andamento para combater o esquema. Em Minas Gerais, a investigação teve início após a identificação de um esquema estruturado de venda de rifas ilegais, com divisão de tarefas, recrutamento de vendedores e utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultar recursos obtidos com a atividade criminosa.

Foto: Brunno Suênio/GP1
Delegados Tales Gomes, Diego Vilhena e Laércio Evangelista

Segundo o delegado Diego Vilhena, da Polícia Civil de Minas Gerais, a organização manipulava os sorteios das rifas para evitar o pagamento dos prêmios. “A organização criminosa vendia rifas e manipulava as sobras dessas rifas. Eles utilizavam um número desses que teria sobrado e acabava que o sorteio ia se acumulando, ninguém ganhava. Vez ou outra ocorria algum lapso e eles acabavam sorteando um número que algum apostador teria comprado e nesses casos, quando o apostador pleiteava o prêmio, parte da organização criminosa proferia ameaças”, afirmou.

Os bilhetes eram vendidos por R$ 2,00, principalmente em cidades do interior, utilizando pessoas humildes para comercializar as rifas. “As rifas eram vendidas pelo valor de R$ 2,00 e geralmente essa organização criminosa atua nos interiores. No caso de Minas Gerais, atuava no interior. A gente apurou que além de Pirapora, outras cidades da região também estão passando por essa situação. Eles cooptavam vendedores, pessoas humildes para vender essas rifas”, detalhou o delegado Diego Vilhena.

Atuação em Teresina

O delegado Luccy Keiko orientou à população piauiense que desconfie de rifas e sorteios sem autorização legal e denuncie atividades suspeitas às autoridades.

Foto: Lucas Dias/GP1
Delegado geral Luccy Keiko

“A gente já tem conhecimento de municípios no Piauí que já estão sofrendo esse tipo de golpe. Eles chegam nas cidades dizendo que estão gerando emprego e renda para as pessoas que vendem esses bilhetinhos. Na verdade, tem uma organização criminosa por trás. Então, já tem investigações aqui no âmbito da Polícia Civil do Piauí”, ressaltou.

Sem anúncio no momento

Ainda conforme o delegado, três irmãos naturais de Teresina são apontados como integrantes do grupo.