A Polícia Civil do Piauí divulgou, nesta quinta-feira (02), o balanço final da Operação Chaval, deflagrada com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em roubo, adulteração e comercialização ilegal de veículos entre os estados do Piauí e Maranhão. Ao todo, 16 pessoas foram presas durante a ação integrada das forças de segurança.

De acordo com o delegado Marcelo Dias, coordenador da Delegacia de Roubo e Furto de Veículos (DRFV), o grupo criminoso atuava principalmente em Teresina, Timon e Caxias, sendo responsável pela receptação e revenda de veículos adulterados para o mercado ilegal maranhense. “Deflagramos a Operação Chaval com o apoio das Forças de Segurança, Polícia Militar, várias delegacias da capital, bem como delegacias regionais de Caxias e Timon. A operação visa desbaratar a organização criminosa aqui na cidade de Teresina e nas cidades de Timon e Caxias”, afirmou o delegado.

Foto: Lucas Dias/GP1
Delegado Marcelo Dias

Grupo tinha 19 integrantes identificados

De acordo com as investigações, a organização criminosa era formada inicialmente por 19 integrantes, entre homens, mulheres e adolescentes. Com o avanço da operação, a polícia conseguiu localizar e prender a maioria dos envolvidos. “Essa organização criminosa tinha inicialmente 19 membros, onde nós conseguimos prender16 pessoas, havendo mulheres e menores envolvidos também”, explicou Marcelo Dias.

Foto: Divulgação/SSP-PI
Operação Cheval da Polícia Civil do PIauí

Esquema envolvia adulteração e revenda de veículos

As investigações apontam que os criminosos roubavam ou receptavam veículos, realizavam adulterações em sinais identificadores, como chassi, motor e placas, e, em seguida, repassavam os automóveis para serem comercializados ilegalmente, principalmente em cidades do Maranhão. “Essa organização criminosa, além de adulterar veículos, receptava e repassava esses veículos para serem vendidos no estado do Maranhão principalmente”, completou o coordenador da DRFV.

Os presos foram encaminhados às unidades policiais e deverão responder por crimes como organização criminosa, receptação qualificada, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e outros delitos relacionados ao esquema. As buscas continuam para localizar os três integrantes que se encontram foragidos.

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