Após a medida provisória que substituiria o IOF não obter aprovação, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva decidiu remover indicados de partidos do Centrão em órgãos como a Caixa Econômica Federal, Ministério da Agricultura e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes ( DNIT ). Entre as exonerações está José Trabulo Júnior, ligado ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), que deixou a presidência da consultoria da Caixa. O Ministério da Secretaria de Relações Institucionais conduziu as alterações.
As mudanças atingiram vice-presidências na Caixa, superintendências estaduais do Ministério da Agricultura e postos no DNIT, principalmente em estados onde deputados do PP, PSD, PL e MDB votaram contra a medida provisória. Em caráter interino, cargos foram assumidos por outros indicados, enquanto o governo mantém Carlos Vieira na presidência da Caixa e não adotou medidas contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A decisão do Executivo ocorre em meio a articulações políticas complexas. Lideranças partidárias apontam que Ciro Nogueira e Gilberto Kassab (PSD-SP) influenciaram votos contrários à MP em diversos estados, embora haja negações formais de envolvimento direto de integrantes do governo paulista, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O governo avalia novas alterações em cargos com base na atuação de parlamentares durante a votação da MP, reforçando a estratégia de concentrar funções em aliados alinhados à base. A expectativa é que mudanças adicionais sejam anunciadas nas vice-presidências e superintendências vinculadas à Caixa e ao Ministério da Agricultura nos próximos meses.