Após receber uma sentença de 24 anos de prisão por envolvimento na suposta trama golpista, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos foi preso nesta terça-feira (25). O militar foi levado para uma instalação da Marinha em Brasília (DF).

O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o responsável pela ordem de prisão. A medida determina que Garnier permaneça custodiado na Estação Rádio da Marinha.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Almir Garnier

O STF considerou Garnier culpado por cinco crimes: integrar organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de bem tombado.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Garnier teria sido o único dos três comandantes das Forças Armadas a apoiar o suposto plano para romper a ordem institucional. A acusação afirma que ele disponibilizou efetivos da Marinha ao então presidente Jair Bolsonaro.

O STF considerou a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, peça fundamental para o processo. Cid narrou uma reunião no Palácio da Alvorada em 7 de dezembro de 2022, quando Bolsonaro teria apresentado a possibilidade de uma intervenção militar aos chefes das Forças Armadas. De acordo com o relato, Garnier demonstrou apoio à proposta.

A defesa de Garnier nega qualquer tipo de envolvimento do ex-comandante na suposta conspiração e requiriu sua absolvição ao final da ação.

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