A movimentação de Flávio Bolsonaro para se apresentar como opção presidencial em 2026 virou alvo de ironias dentro do PT. O presidente da sigla, Edinho Silva , criticou o fato de que o senador ter sido lançado pelo próprio pai sem articulação prévia com partidos aliados. Para ele, qualquer projeto nacional exige tempo, negociação real e algo mais sólido do que uma bênção familiar.

“Ninguém se lança candidato num dia e no outro dia abre para negociação. Nunca vi isso na minha vida em 40 anos de militância política. Não dá para levar a sério. Tem muita coisa para acontecer ainda”, disse Edinho em um encontro com jornalistas.

Nos bastidores, Flávio enfrenta resistência de legendas como PP e União Brasil, enquanto tenta manter seu nome viável. A oscilação entre avançar e recuar, segundo Edinho, mostra falta de maturidade política. Mesmo assim, o dirigente reconhece que a direita começa a corrida eleitoral com uma base firme de mais de 30% dos votos devido à polarização persistente no país.

Sem citar o senador em documento interno, o PT direcionou suas atenções para Tarcísio de Freitas, apontado por Edinho como liderança mais organizada da ala conservadora. Segundo ele, o governador paulista se posiciona de forma consciente no campo da extrema direita e tenta influenciar outros estados nesse movimento, inclusive em debates sobre segurança pública.

Quanto ao futuro interno da própria legenda, Edinho reforçou que Fernando Haddad aparece hoje como principal nome nacional do PT, ainda que a definição sobre 2030 dependa do tempo. Outros quadros, como o ministro Camilo Santana, também surgem na conversa, enquanto Geraldo Alckmin permanece livre para escolher seus próximos passos na política paulista.

Sem anúncio no momento