Com a aproximação do período de férias, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) , intensificou o ritmo de entregas do governo paulista e reforçou, nos bastidores, a sinalização de que ele pretende disputar a reeleição em 2026.
A decisão ocorre em meio à reorganização da direita nacional,em especial, após o anúncio de pré candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto, com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro .
O entendimento no Palácio dos Bandeirantes é de que a movimentação nacional aumentou a pressão sobre o governador, exigindo uma reafirmação pública de compromissos locais. Aliados afirmam que o governador tem reiterado, em conversas reservadas, que jamais colocou seu nome à disposição para a disputa presidencial e que sua prioridade continua sendo a gestão de São Paulo.
Manifestações políticas de Tarcísio
A partir desta sexta-feira (26), o governador de São Paulo entra em período de férias por 17 dias, com retorno previsto para 11 de janeiro. Enquanto estiver ausente, o vice-governador Felício Ramuth (PSD) assumirá o comando do executivo estadual. Nos bastidores, Ramuth é visto como nome natural para uma possível sucessão, tanto como candidato ao governo, quanto como vice em uma chapa de reeleição.
Antes de entrar em recesso, Tarcísio intensificou a agenda pública. Entre os dias 20 e 23 de dezembro, participou da entrega de moradias populares no litoral paulista e em Guarulhos, inaugurou um viaduto estaiado no ABC e participou da entrega do piscinão jaboticabal, obra voltada ao controle de enchentes entre a capital e municípios vizinhos. Em agenda pública, ressaltou obras estruturantes, posou ao lado de operários e associou sua gestão ao discurso de eficiência administrativa.
Nos bastidores, aliados destacam que a estratégia de acelerar entregas já estava prevista, mas ganhou novo peso com a entrada de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. A leitura do governo é de que a definição antecipada da disputa nacional obriga o governador a reafirmar sua posição no estado e diminuir incertezas sobre o futuro político.
Desse modo, secretários com pretensões eleitorais foram orientados a acelerar agendas e preparar a saída de pastas até janeiro. Já deixaram o governo Guilherme Derrite (PP), que tentará vaga no Senado, e devem seguir o mesmo caminho: Guilherme Piai (PL), da Agricultura; Helena Reis (Republicanos), dos Esportes; e Roberto Lucena (Republicanos), do Turismo, todos com planos de disputar vagas na Câmara dos Deputados.
O presidente do PSD, Gilberto Kassab , confirmou que irá coordenar a estratégia eleitoral do partido em 2026, reforçando o desenho político que se forma em torno da sucessão paulista.