O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), que foi preso na última quarta-feira (04), aumentou seu patrimônio em mais de 830% entre as eleições de 2018 e 2022. As informações estão no portal de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais.
Em 2018, Bacellar informou possuir um valor de R$ 85 mil em espécie. Já em 2022, declarou R$ 493 mil aplicados em renda fixa, R$ 150 mil em espécie e outros R$ 150 mil em sociedade com uma empresa, que não teve o nome divulgado.
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O crescimento motivou investigações do Ministério Público do Rio (MPRJ). O MPRJ abriu procedimentos para apurar suspeitas sobre a incompatibilidade do patrimônio de Rodrigo e sua remuneração. A investigação e imóveis ligados ao parlamentar, como um apartamento em Botafogo e uma mansão em Teresópolis.
Rodrigo Bacellar foi preso pela Polícia Federal (PF) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A suspeita é que ele tenha envolvimento no vazamento de informações sigilosas relacionadas à prisão do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, em setembro deste ano.