O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira , afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) é o principal “herdeiro político” do ex-presidente Jair Bolsonaro , mas ponderou que a escolha do candidato à Presidência da República não cabe apenas ao Partido Liberal.
A declaração foi dada nesta segunda-feira (8), durante visita ao diretório estadual do PP no Paraná, três dias após Flávio lançar oficialmente seu nome como pré-candidato, com o aval do pai. Segundo Ciro, apesar da relação pessoal próxima com o parlamentar, a escolha do candidato da direita não pode ser guiada apenas por afinidades, mas por critérios objetivos.
“Se eu tivesse que escolher um nome, seria o senador Flávio pela minha relação próxima a ele. Mas política não se faz só com amizade, se faz com pesquisa, com viabilidade e ouvindo os partidos aliados. Isso não pode ser uma decisão apenas do PL, tem de ser uma decisão construída”, afirmou o parlamentar.
Ciro Nogueira confirmou que se reunirá com Flávio Bolsonaro, ao lado do presidente do União Brasil, Antonio Rueda. O encontro ocorre em meio ao processo de formação da federação partidária União Progressista, que deve unir PP e União Brasil e se tornar a maior força partidária do país. A adesão desse grupo será determinante para definir uma candidatura única da oposição ao presidente Lula (PT) em 2026.
O senador destacou que é necessário unificar o campo de centro e direita para evitar outra vitória de Lula no próximo pleito. Ele também citou outros nomes que, na sua avaliação, possuem potencial para liderar a chapa, como os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Ratinho Junior (Paraná). “Não sou o senhor da razão e posso ser convencido, mas com argumentos e critérios. O Brasil não pode perder a próxima eleição”, declarou.
Apesar de Flávio Bolsonaro ter lançado sua pré-candidatura, o senador do PL afirmou que pode recuar dependendo das negociações com os demais partidos e do andamento do PL da Anistia no Congresso.
Ciro também mencionou sua relação mais distante com outro filho de Jair Bolsonaro, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL). Em outubro, o presidente do PP declarou que o parlamentar havia causado “um prejuízo gigantesco” ao projeto político da direita, crítica que gerou forte reação de Eduardo, que atualmente mora nos Estados Unidos.
Nas próximas semanas, Ciro Nogueira deve ouvir outros caciques partidários, incluindo Gilberto Kassab (PSD), Marcos Pereira (Republicanos), Renato Abreu (Podemos) e Paulinho da Força (Solidariedade), para consolidar a estratégia da frente ampla oposicionista.