O tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump ao Brasil, que deve entrar em vigor no dia 1º de agosto, gerou reações não só no Brasil, duas empresas americanas importadoras de suco de laranja, a Johanna Foods e Johanna Beverage, recorreram ao Tribunal de Comércio Internacional de Nova York contra o tarifaço.
As importadoras argumentaram, nas 150 páginas apresentadas à corte, que o republicano excedeu seus limites presidenciais com a medida, com base nos termos da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. De acordo com as empresas, a ameaça de tarifa de 50% para o Brasil representa um ato "inconstitucional" do Poder Executivo.
Robert Facchina, diretor executivo do grupo americano, apontou no documento que a taxação para o Brasil trará prejuízos para o comércio nacional e diretamente para os consumidores, que podem ter de pagar até 25% a mais na compra de produtos básicos.
"A tarifa do Brasil resultará em um aumento de preço significativo, e talvez proibitivo, em um alimento básico do café da manhã dos americanos", disseram as empresas.
As importadoras questionam ainda as justificativas usadas por Trump para taxar o Brasil, incluindo o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ações de censura impostas pela Justiça brasileira contra empresas americanas.