Nesta sexta-feira (29), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu às acusações de que teria contribuído para a propagação de notícias falsas sobre o PIX, o que, segundo membros do governo, teria favorecido o crime organizado. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar classificou a narrativa como absurda. “Era só o que me faltava. Já que eu não estou em nenhuma lista de corrupção, não faço rachadinha e nem roubo velhinho do INSS, eles precisam inventar”, disse.
A declaração veio em resposta as falas feitas na última quinta-feira (28), em São Paulo, pelo secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas , que afirmou que a circulação de fake news impediu o governo de ampliar a fiscalização sobre fintechs, que hoje são apontadas como um dos principais braços de atuação do PCC. Embora não tenha citado nomes, a fala foi interpretada como referência ao vídeo de Nikolas, publicado em janeiro, no qual ele dizia que o governo Lula iria taxar o Pix.
Nikolas questionou a relação entre seu vídeo de janeiro de 2025 e operações policiais realizadas em anos anteriores. “Meu vídeo é de janeiro de 2025. Como que um vídeo de 2025 poderia ter ajudado facções que atuaram entre 2020 e 2024? Eu sou o quê, o viajante do tempo agora?”, ironizou.
O parlamentar também acusou o governo de usar o episódio como pretexto para tentar controlar as redes sociais e enfraquecer a oposição. “Eles querem reduzir a complexidade do Brasil a fake news. Parece que, se acabar com a rede social, o Brasil vira Noruega. Isso é o que eles querem: calar as vozes que os criticam”, afirmou.
Por fim, Nikolas disse que as tentativas de associá-lo ao crime organizado têm como objetivo intimidar não apenas sua atuação, mas também a liberdade de expressão dos brasileiros. “Eles miram em mim, mas o alvo é você. Se conseguem me calar, que sou deputado e tenho imunidade, o que não farão com o cidadão comum?”, completou.