Às vésperas da retomada da CPI do Déficit Bilionário — conhecida como CPI do Rombo — o vereador Dudu (PT) voltou a destacar que a comissão identificou inconsistências nas informações apresentadas pelo prefeito Sílvio Mendes (União Brasil). O gestor municipal alega que a Prefeitura de Teresina possui uma dívida superior a R$ 3 bilhões.

Em entrevista ao GP1 , nesta terça-feira (05), o presidente da comissão ressaltou que “a Câmara não aceitará que os números apresentados sirvam como cortina de fumaça”. "Começamos a fazer um levantamento dos dados, nos debruçamos sobre essas informações e identificamos algumas inconsistências nas declarações do prefeito. A maior parte dessa dívida, já analisada pela CPI, corresponde a despesas correntes líquidas do município. O que a Câmara e a CPI não vão aceitar é que esses números sejam utilizados para justificar a falta de medicamentos nas UPAs ou a ausência de transporte público", afirmou Dudu.

Foto: Lucas Dias/GP1
Vereador Dudu

Apesar das críticas, o vereador garantiu que os trabalhos da comissão seguirão com auditorias para apurar, com precisão, o montante e a origem das dívidas. "Nós vamos auditar. Já que a Prefeitura não teve capacidade de fazer uma auditoria in loco na execução dos contratos, vamos solicitar auditorias específicas, como, por exemplo, na aplicação dos recursos provenientes de empréstimos. Faremos uma amostragem e vamos analisar a execução desses contratos", acrescentou.

Próximas audiências

A CPI do Rombo retoma os trabalhos nesta quarta-feira (6), com a oitiva de ex-secretários da gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa. Um dos primeiros a ser ouvido será o ex-secretário de Finanças, Robert Rios.

"É fundamental que os ex-gestores das pastas compareçam. Não apenas o Robert Rios, mas também os ex-secretários de Planejamento e de outras áreas. Não abriremos mão da prerrogativa de levantar dados concretos e apresentar à população de Teresina um balanço verdadeiro. Isso será feito, doa a quem doer", concluiu o parlamentar.

Sem anúncio no momento