Nos últimos dias, a campanha “Demita Extremistas” ganhou repercussão nas redes sociais, liderada pelo empresário Tallis Gomes, fundador do G4 Educação, e pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O movimento surgiu após comentários de internautas comemorando o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk , morto em um atentado em uma universidade nos Estados Unidos.

Tallis Gomes, que possui cerca de 1,8 milhão de seguidores, publicou vídeos incentivando empresas a demitir funcionários que celebrem mortes ou disseminem ódio e violência. O empresário destacou que a medida não se refere a opiniões políticas, mas a comportamentos que configuram crimes ou ameaças, ressaltando a previsão de justa causa prevista na CLT para condutas extremistas. Nikolas Ferreira também mobilizou seus seguidores, que somam quase 35 milhões, pedindo a demissão de “verdadeiros extremistas” em empresas brasileiras.

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Nikolas Ferreira

O movimento já resultou em demissões de funcionários que comentaram de forma ofensiva sobre a morte de Kirk. Entre os casos mais recentes estão um sobrinho do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, um neurocirurgião de Pernambuco e a estilista Zazá Pecego, da Vogue Brasil. Em todos os episódios, a exposição nas redes sociais levou à ação das empresas ou órgãos de classe, como no caso do CRM de Pernambuco.

Apesar da adesão de alguns empresários, não há registro de grandes corporações adotando a campanha de forma institucional. A empresária Cris Arcangeli, participante do Shark Tank Brasil, manifestou apoio à iniciativa, destacando a importância de responsabilizar colaboradores que celebram a morte de terceiros. Tallis Gomes, por sua vez, rebateu críticas de perseguição ideológica, argumentando que a campanha se baseia em condutas que quebram a confiança necessária em qualquer relação de trabalho.