O discurso de Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU provocou críticas de parlamentares da direita brasileira. Deputados da oposição afirmaram que a fala do presidente se resumiu a chavões voltados à militância, sem apresentar propostas concretas ou novidades relevantes.

Daniel Freitas (PL-SC) classificou o discurso como “previsível e infantil”, comparando o tom a um comício para sua base de apoiadores. Nas redes sociais, ele escreveu que a fala não trouxe nada de novo e ironizou: “De onde menos se espera é que não sai nada mesmo”.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Luiz Inácio Lula da Silva

Paulo Bilynsky (PL-SP) também criticou o presidente, apontando que o discurso foi marcado por “mentiras, ataques e muita cara de pau” e que refletiria o que ele chamou de “regime de exceção que tomou as instituições brasileiras”. Nikolas Ferreira (PL-MG) aproveitou para divulgar seu trabalho parlamentar como relator do Projeto de Lei Anti Facção, e questionou o governo por não incluir facções como PCC e CV na lista de grupos terroristas.

O vereador Pablo Almeida, mais votado em Belo Horizonte, reforçou a crítica e destacou a defesa que Lula fez de Cuba e Venezuela durante seu discurso. Em tom irônico, afirmou que o apoio aos regimes seria “tudo pela democracia”, reforçando a reprovação da bancada de direita ao posicionamento do presidente na ONU.