A Polícia Federal prepara uma ampliação significativa no esquema de segurança para os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A corporação solicitou um reforço orçamentário de R$ 200 milhões para estruturar uma operação que inclui tecnologia antidrone, sistemas de reconhecimento facial e mobilização de centenas de agentes em todo o país.

O planejamento considera um cenário de até dez presidenciáveis na disputa. Candidatos classificados como de maior exposição deverão contar com equipes mais robustas de proteção, enquanto aqueles avaliados como de risco moderado terão efetivo reduzido, conforme análise de inteligência.

Foto: Divulgação PF
Polícia Federal realiza operação contra o tráfico de drogas no Acre

A proposta foi apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ), ao Palácio do Planalto e à área econômica do governo federal. Internamente, a avaliação é que o ambiente político polarizado e a escalada de tensões institucionais exigem um modelo de segurança mais estruturado e preventivo para o próximo pleito.

Estrutura ampliada e novas atribuições

O plano detalha a atuação de delegados na coordenação das equipes de segurança, agentes dedicados à inteligência e policiais responsáveis pela proteção direta dos candidatos. A corporação também prevê investimentos logísticos, como a adequação de espaços reservados em aeroportos para autoridades em campanha, diante da expectativa de aumento nos deslocamentos pelo país.

Um dos fatores que impactam o planejamento é a possibilidade de candidatura à reeleição do presidente da República. Caso isso ocorra, será necessária uma estrutura específica para conciliar a proteção institucional do chefe do Executivo com as demandas de campanha, sobretudo após a Polícia Federal assumir papel direto na segurança presidencial.

Investimentos em tecnologia e mobilidade

Do total solicitado, a maior parte deve ser destinada à aquisição de veículos blindados e descaracterizados. Também estão previstos recursos para compra de equipamentos de bloqueio de drones, sistemas portáteis de neutralização aérea e ferramentas de reconhecimento facial.

Sem anúncio no momento

A corporação projeta ainda despesas elevadas com diárias, passagens e suprimentos operacionais, refletindo a dimensão territorial do país e a intensidade da agenda eleitoral.

Riscos mapeados

O planejamento contempla desde ocorrências consideradas de menor gravidade, como interrupções de atos públicos, até situações classificadas como de alto impacto, incluindo ameaças de bomba, atentados e ataques cibernéticos. As diretrizes envolvem protocolos de isolamento de áreas, atuação de esquadrões antibomba e resposta rápida a incidentes críticos.

Em comparação com as eleições de 2022, quando a operação mobilizou algumas centenas de agentes e custou cerca de R$ 57 milhões, a projeção para 2026 representa uma ampliação expressiva de recursos e estrutura.