A desaprovação ao presidente Lula (PT) alcançou 56% no estado de São Paulo, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (31) pelo Estadão em parceria com o Instituto Atlas. Já a aprovação do chefe do Executivo federal ficou em 43%, enquanto 1% dos entrevistados não soube ou preferiu não opinar. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR01079/2026.
Quando questionados sobre a avaliação do governo, 55% classificaram a gestão como ruim ou péssima. Por outro lado, 35% consideram a administração ótima ou boa, e 10% avaliam como regular. Os números indicam um cenário desafiador para o presidente, que deve buscar a reeleição em outubro.
O levantamento também revela diferenças significativas conforme o perfil do eleitorado paulista. Entre os homens, a desaprovação chega a 61,4%, contra 38,3% de aprovação. Já entre as mulheres, os índices são mais equilibrados: 52,1% desaprovam, enquanto 46,5% aprovam.
No recorte religioso, a rejeição é mais acentuada entre evangélicos, atingindo 80,4%. Entre católicos, 53,6% desaprovam o presidente, enquanto 46% demonstram apoio. O tema ganhou relevância após recente desgaste do governo com esse segmento, em meio a repercussões envolvendo o carnaval do Rio de Janeiro.
Entre os eleitores que votaram em Tarcísio de Freitas (Republicanos) no segundo turno de 2022, a rejeição a Lula é praticamente unânime: 98,4% desaprovam o presidente.
A escolaridade também influencia na percepção sobre o governo. Entre eleitores com ensino superior, há empate técnico, com 49,8% de desaprovação e 49,3% de aprovação. Já entre aqueles com ensino médio, a rejeição sobe para 61,4%.
No recorte por idade, a maior desaprovação aparece entre pessoas de 45 a 59 anos, com 70,6%. Entre jovens de 16 a 24 anos, o índice também é elevado, chegando a 60,2%.
Regionalmente, o melhor desempenho do presidente é registrado nas regiões de Campinas e São José dos Campos, onde a aprovação atinge 49,3% e a desaprovação 50,4%. Já nas regiões de Presidente Prudente e Marília, a rejeição chega a 75,6%, o maior índice no estado.
A pesquisa ouviu 2.254 eleitores paulistas por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 24 e 27 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.