No dia 19 de julho, Daniel Ortega anunciou que o regime da Nicarágua impediria a realização de eleições para evitar, segundo a afirmação dele, que “partidos políticos criados pelos ianques (norte-americanos)” chegassem ao poder.
Já nesta segunda-feira (27), depois da reação que a alegação do presidente provocou nos governos estrangeiros, a vice-presidente Rosario Murillo comunicou que a Assembleia Nacional abrirá um processo de consulta antes da votação da proposta. Antes prevista para agosto, a verificação da reforma constitucional foi guardada para setembro.
Conforme a declaração divulgada por um veículo estatal, Murillo também afirma que após a investigação minuciosa do texto, realizada por uma equipe adequada, a proposta ficará disponível ao plenário para votação.
A ação acumulou críticas da sociedade internacional. Segundo Volker Türk , alto comissário das Nações Unidas, todos os cidadãos, independente da corrente política, têm o direito de participar e concorrer nas eleições de cargos públicos.
"Essa responsabilidade foi assumida pela Nicarágua com a comunidade internacional e a proposta de infração dela mostra o caráter autoritário do regime", criticou Marco Rubio , secretário de Estado dos Estados Unidos. Ele chegou a expor a ideia do isolamento diplomático da Nicarágua, devido a essas perseguições aos opositores e pelos atritos que elas podem continuar a gerar com governos estrangeiros.