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Política

Dilma diz que ficou estarrecida com trecho do relatório do FMI

O Fundo Monetário Internacional piorou a perspectiva brasileira em 2016 e não prevê crescimento em 2017.

Nesta sexta-feira (22) a presidente Dilma Rousseff participou em um evento do PDT em Brasília e afirmou que ficou “estarrecida” com trecho do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a economia do país. A presidente criticou a parte em que o órgão previu a “continuidade da situação crítica no Brasil”.
Imagem: Laís Alegretti/G1Dilma diz que ficou estarrecida com trecho do relatório do FMI(Imagem:Laís Alegretti/G1)Dilma diz que ficou estarrecida com trecho do relatório do FMI

O FMI nesta semana piorou a perspectiva de queda da economia brasileira no ano de 2016 e não previu retomada do crescimento em 2017. De acordo com o fundo, a piora na economia do Brasil vai pesar sobre a economia mundial.

"Eu fiquei recentemente estarrecida com uma frase que li no relatório do FMI. Nós sabemos que o FMI fala muita coisa. No último relatório dele, avaliando a economia internacional, ele diz que três fatores são muito relevantes no atual cenário e explica as dificuldades que o mundo enfrenta: a diminuição do crescimento da China, instabilidade no Oriente Médio, e o terceiro era a continuidade da situação crítica no Brasil", afirmou Dilma.

Após a declaração, a presidente comentou a parte do relatório que atribui a situação crítica do país não à economia, mas à instabilidade política e às investigações da Operação Lava Jato.

"Ao que ele [FMI] atribuía a situação crítica do Brasil? Não era da economia, eram duas coisas. Instabilidade política e o fato de as investigações quanto à Petrobras terem prazo de duração maior e mais profundo do que eles esperavam, e que isso seriam os dois principais fatores responsáveis pelo fato de eles terem de rever posição do FMI em relação ao crescimento da economia no Brasil", continuou a presidente.

Confiante, Dilma afirmou que o país vai alcançar a estabilidade política e terá tranquilidade para retornar o crescimento econômico.

Na democracia, é absolutamente normal que a oposição critique, que qualquer um critique, se manifeste, divirja do que está acontecendo. Isso é normal, mas nós não podemos aceitar que as questões essenciais para o país não sejam objeto de ação conjunta para voltarmos a gerar emprego e renda. Faremos nossa parte", disse.

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