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Saúde

Anvisa solicita dados e adia definição sobre uso da Coronavac para crianças

Pedido do Butantan é para vacinar crianças e adolescentes de 3 a 17 anos com Coronavac.
Por Estadão Conteúdo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a solicitar nesta terça-feira, 11, mais informações ao Instituto Butantan sobre o uso da vacina Coronavac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. Com isso, a decisão da agência sobre a autorização do imunizante nesta faixa etária foi mais uma vez adiado.

Em nota, a Anvisa afirmou que precisa de "esclarecimentos adicionais" sobre um estudo de efetividade conduzido pelo governo do Chile, que aplica o imunizante nas crianças e adolescentes do país, e apresentado pelo Instituto Butantan. Além disso, também foram pedidos ajustes no plano de gerenciamento de riscos da vacina.

Na quinta-feira, 13, a agência se reúne com o instituto e representantes das sociedades médicas para discutir os dados e definir compromissos em caso de autorização.

O pedido atual analisado pela Anvisa foi feito pelo Butantan no dia 15 de dezembro para o uso emergencial da vacina. A decisão era esperada pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, para esta semana.

Segundo o governo, o Estado tem 12 milhões de doses da vacina contra a covid-19 produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac prontas para utilização pelos 645 municípios paulistas. "Estamos prontos para iniciarmos a vacinação imediatamente a partir do aval da Anvisa", disse o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, nesta segunda-feira, 10.

O Butantan já havia solicitado o uso do imunizante em crianças em agosto do ano passado, mas a Anvisa negou o pedido. Até agora, o imunizante da Pfizer é o único aprovado para crianças e adolescentes (5 a 17 anos) no Brasil. Para a faixa menor de 12 anos, porém, a aplicação ainda não foi iniciada.

Assim como fez com o início da vacinação de adultos, há quase um ano, Doria corre para iniciar a vacinação de crianças antes do governo federal, que promete entregar doses infantis da Pfizer na sexta-feira, 14, cerca de um mês após a liberação do imunizante pela Anvisa. Apesar da compra e da promessa de distribuição, o governo Jair Bolsonaro tem manifestado resistência à aplicação da vacina entre os mais novos, embora haja recomendação dos cientistas e entidades médicas.

Durante reunião do secretariado paulista nesta segunda-feira, 10, Dimas Covas informou que o Chile já vacinou 1,4 milhão de crianças e adolescentes de 3 a 17 anos com a Coronavac e em segurança. Segundo ele, a entrega do estudo chileno não deixaria "mais pendências" para a autorização solicitada. "A Anvisa está num momento propício em relação à Coronavac para a faixa etária dos 3 anos ou mais. Esperamos para essa semana a autorização", acrescentou o diretor do Butantan.

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