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Saúde

Anvisa proíbe uso de produtos à base de fenol após morte de empresário

De acordo com a agência, a medida cautelar foi motivada por conta dos impactos negativos na saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de produtos à base de fenol em qualquer procedimento de saúde ou estéticos. A resolução nº 2.384 foi publicada nesta terça-feira (25), informando a proibição da importação, fabricação, manipulação, comercialização, propaganda de qualquer produto que contenha fenol.

De acordo com a nota publicada pela Anvisa, a medida cautelar foi motivada por conta dos impactos negativos na saúde da população. Ainda no comunicado, a determinação ficará vigente “enquanto são conduzidas as investigações sobre os potenciais danos associados ao uso desta substância química, que vem sendo utilizada em diversos procedimentos invasivos”.

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), entrou com uma ação na Justiça Federal na última sexta-feira (21), para que a Anvisa proibisse a venda de substâncias químicas à base de fenol para quem não fosse médico. Segundo o Cremesp, procedimentos estéticos invasivos, como é o peeling de fenol, "têm de ser feitos somente por médicos".

No dia 3 de junho, o empresário Henrique Chagas morreu dentro de uma clínica de estética após fazer um procedimento com fenol. O produto foi aplicado por uma influenciador, Natalia Becker, dona do Studio Natalia Becker. Ela se apresentava como esteticista aos clientes, mas não era reconhecida pela Associação Nacional dos Esteticistas e Cosmetólogos (Anesco).


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