Na manhã desta quinta-feira (06), a Polícia Federal cumpriu dois mandados de prisão preventiva e outros sete de busca e apreensão em Sorocaba, no interior de São Paulo. A ação ocorreu no âmbito de uma operação que investiga irregularidades em contratos da área da saúde da Prefeitura do município.

A Justiça também determinou a retenção e indisponibilidade de bens dos investigados, somando um valor de R$ 6,5 milhões, bem como a aplicação de medidas cautelares, como suspensão de função pública e proibição de firmar contratos com determinadas pessoas.

Os investigados devem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal.

Entenda a Operação Copia e Cola

A Operação Copia e Cola teve início em 10 de abril deste ano, com o objetivo de desarticular uma organização suspeita de desviar recursos públicos da saúde por meio de contrato emergencial e termo de convênio destinados à gestão de unidades de saúde. De acordo com a PF, a análise do material apreendido na época permitiu identificar novas pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas no esquema.

A PF revelou ainda que as investigações tiveram início em 2022, após suspeitas de fraudes na contratação de uma Organização Social para administrar, operacionalizar e executar ações e serviços de saúde no município. Na época, já havia sido identificada a prática de lavagem de dinheiro.

Buscas na casa do prefeito de Sorocaba

Ainda em abril, a Polícia Federal realizou buscas e apreensões na sede da Prefeitura de Sorocaba, na residência do prefeito Rodrigo Manga e na casa do ex-secretário de Saúde, Vinicius Rodrigues.

Sem anúncio no momento

Na ocasião, o prefeito Rodrigo Manga afirmou que “não é a primeira vez na história que vemos ‘forças ocultas’ se levantarem contra representantes que se projetam como uma alternativa ao sistema e dão voz ao povo”. A defesa do gestor declarou que não existem elementos que o relacionem aos atos ilícitos.

Rodrigo Manga é afastado do cargo

Após a operação deflagrada nesta quinta-feira (06), o prefeito Rodrigo Manga foi afastado do cargo por 180 dias. Durante o período, o vice-prefeito, Fernando Costa (PSD), assume o comando do Executivo municipal.

Em um novo pronunciamento nas redes sociais, Manga voltou a falar em perseguição: “Acreditem se quiser, me afastaram do cargo de prefeito. Quero dizer que não vou desistir de Sorocaba, não vou desistir do Brasil. Isso que estão tentando fazer vai fazer a gente subir ainda mais, porque o Deus do impossível não falha. Vou verificar tudo que aconteceu”, afirmou.