Na disputa pelo Governo de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas ( Republicanos ) elevou o tom das críticas ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ( PT ) nesta segunda-feira (20). Sem citá-lo diretamente, Tarcísio afirmou que o ex-prefeito da capital paulista foi "o pior prefeito da história de São Paulo" e, em tom irônico, o classificou como "o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai".

As declarações foram feitas durante a convenção estadual da federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP), realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). No evento, o governador utilizou o discurso para reforçar críticas à trajetória política do adversário na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

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Tarcísio chama Haddad de "pior prefeito da história de São Paulo" em convenção

A declaração sobre o Paraguai faz referência ao movimento de empresas brasileiras que têm instalado unidades produtivas no país vizinho. Essas companhias são beneficiadas pela Lei de Maquila, mecanismo que concede incentivos fiscais para a produção voltada à exportação.

Disputa pelo Governo de São Paulo

A troca de críticas entre Tarcísio e Haddad ocorre em meio à corrida pelo Governo de São Paulo nas eleições de 2026. Os dois já disputaram o Palácio dos Bandeirantes em 2022, quando Tarcísio venceu Haddad no segundo turno com 55,27% dos votos válidos, contra 44,73% do candidato petista. Neste ano, eles voltam a polarizar a disputa pelo comando do estado.

Além das críticas a Haddad, Tarcísio afirmou que São Paulo alcançou protagonismo econômico sem governos de esquerda no comando do estado. "São Paulo é uma potência que é porque a esquerda nunca governou São Paulo. E a esquerda nunca vai governar São Paulo", declarou o governador, que busca a reeleição.

Haddad governou a capital paulista entre 2013 e 2016 e foi confirmado pelo PT como pré-candidato ao Governo de São Paulo nas eleições de 2026. O partido prevê oficializar a candidatura no próximo sábado (25), durante convenção estadual em Campinas (SP), que contará com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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