A técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa , de 28 anos, presa por participação em três homicídios de pacientes no Hospital Anchieta , em Taguatinga, no Distrito Federal, mantinha nas redes sociais uma imagem pública ligada à fé cristã e à família. Em seus perfis, ela se apresentava como “mãe e cristã”, além de compartilhar com frequência fotos e vídeos ao lado da filha pequena.
Nas publicações, Amanda também repostava conteúdos religiosos, como músicas gospel e pregações de líderes evangélicos, construindo uma imagem de devoção e valores cristãos. O conteúdo contrastou com as acusações que pesam contra ela, que vieram à tona após investigações envolvendo mortes de pacientes atendidos no hospital.
Além disso, a técnica de enfermagem afirmava atuar como intensivista e instrumentadora cirúrgica, funções que exigem formação técnica específica e são direcionadas, principalmente, ao trabalho em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e centros cirúrgicos. As informações divulgadas por ela nas redes sociais agora também são analisadas no contexto da apuração dos fatos.
Amanda Rodrigues de Sousa foi presa nessa segunda-feira (19) e permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação, e as autoridades ainda apuram as circunstâncias das mortes, bem como a possível participação de outras pessoas.