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Ação do Exército na Rocinha apreende fuzis e deixa mortos

 Na madrugada deste sábado um taxista chegou a ser sequestrado, mas os policiais conseguiram prender os criminosos que tentavam entrar na comunidade.

BÁRBARA RODRIGUES

- atualizado

No segundo dia de atuação do Exército na Rocinha, na zona sul do Rio, neste sábado (23), já foram registradas três mortes, uma tentativa de fuga de um grupo de criminosos da comunidade, prisão de nove pessoas, apreensão de 18 fuzis, nove granadas e drogas. Segundo informações do Estadão, 950 homens das Forças Armadas participam da ação contra a guerra do tráfico.

As mortes registradas são de traficantes que trocaram tiros com os militares no Alto da Boa Vista. Já entre os presos está o traficante Luiz Alberto Santos de Moura, que é acusado de planejar a invasão na Rocinha, no último domingo. Ele estava escondido, mas foi localizado pelos policiais. Mais quatro bandidos que teriam ligação com o traficante Nem, também foram presos.

  • Foto: Divulgação/PME-RJApreensão de armasApreensão de armas

“O criminoso (Bob) foi preso e não reagiu, ele portava uma pistola, e as armas (dez fuzis apreendidos no Caju, em outra ação) ostentavam o símbolo do traficante Bob (desenho O mundo de Bob) para serem facilmente emprestados e depois devolvidas”, disse o delegado Maurício Mendonça ao Estadão.

Segundo a polícia, mesmo preso o traficante Nem é o responsável por comandar uma invasão na Rocinha, que culminou em uma briga entre os traficantes. O objetivo era tomar o comando do tráfico de drogas na favela de Rogério Avelino da Silva, mais conhecido como Rogério 157, que assumiu o poder depois da prisão de Nem.

Já os bandidos comandados por Rogério estão escondidos em um matagal na parte alta da favela e a polícia ainda não conseguiu localizá-los. Na madrugada deste sábado um taxista chegou a ser sequestrado, mas os policiais conseguiram prender os criminosos que tentavam entrar na comunidade.

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