PI - Teresina

Delegado Riedel Batista quer a expulsão do agente Amarildo

"Estamos tentando expulsá-lo da nossa instituição, mas o judiciário vem sempre tomando decisões a favor desse policial”, declarou.

THAIS GUIMARÃES

- atualizado

A Corregedoria da Polícia Civil do Piauí vai solicitar que seja expulso da instituição o agente Amarildo, que efetuou disparos de arma de fogo contra três pessoas na noite deste sábado (07) na região do Promorar. A informação foi confirmada pelo delegado geral Riedel Batista, que concedeu entrevista ao GP1e afirmou que o acusado está foragido.

De acordo com Riedel Batista, o agente Amarildo já estava respondendo a um processo administrativo disciplinar e a um inquérito policial junto a corregedoria. “Ele havia sido afastado das funções da Polícia Civil por 60 dias e poderia ser afastado por mais 60 dias, só que, semana passada, a Justiça concedeu uma liminar para que ele retornasse as atividades policiais. Como ele retornou, teve que portar novamente uma arma de fogo, e aconteceu que ontem praticou esse ato, juntamente com seu irmão”, declarou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Delegado Riedel BatistaDelegado Riedel Batista

O irmão de Amarildo, identificado apenas como Rafael, também participou do crime e foi preso na tarde deste domingo (08). “Tomamos conhecimento ontem mesmo, realizamos as diligências e tentamos prendê-lo em flagrante, mas ele empreendeu fuga hoje à tarde. Seu irmão foi preso e está sendo autuado em flagrante delito por tentativa de homicídio”, informou.

O delegado geral afirmou que vai solicitar a prisão preventiva e o afastamento definitivo do agente, que estava lotado na Central de Flagrantes de Teresina. “Estamos tentando expulsá-lo da nossa instituição, mas o judiciário vem sempre tomando decisões a favor desse policial”, pontuou.

Riedel Batista destacou que não é a primeira vez que a Justiça autoriza o retorno de policiais afastados. “Foi concedida uma liminar sem ver o histórico de Amarildo, que já respondeu vários processos na corregedoria. Não é a primeira vez que o poder judiciário manda retornar policiais que estão afastados, delegados e agentes que as vezes foram até expulsos da instituição e retornam por decisão judicial”, finalizou.

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