Um menino de 6 anos morreu após receber uma dose de adrenalina aplicada diretamente na veia durante atendimento em um hospital particular de Manaus. A Polícia Civil do Amazonas investiga a conduta da médica responsável e de outros profissionais envolvidos no caso.

Benício Xavier de Freitas deu entrada no Hospital Santa Júlia no último sábado (22), com tosse seca e suspeita de laringite, segundo relato dos pais em boletim de ocorrência. A médica que avaliou o quadro prescreveu três doses de adrenalina intravenosa, de 3 ml cada, para serem administradas no próprio hospital com intervalos de 30 minutos.

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Benício Xavier Freitas

Os pais questionaram a decisão, afirmando que o filho sempre havia recebido adrenalina apenas por nebulização — forma utilizada para inalar o medicamento — e não diretamente na corrente sanguínea. Apesar da discordância, a primeira dose foi aplicada na veia por uma técnica de enfermagem, que relatou estar apenas seguindo a prescrição médica.

Minutos depois, Benício passou mal e foi levado às pressas para a área de urgência. Em seguida, foi transferido para a UTI pediátrica, onde foi intubado. Durante o período de internação, sofreu seis paradas cardíacas. Embora a equipe tenha conseguido reanimá-lo cinco vezes, o menino não resistiu à sexta parada, e o óbito foi confirmado na madrugada de domingo (23).

A família registrou boletim de ocorrência no 24º Distrito Integrado de Polícia. Os pais, a médica, a técnica de enfermagem e outros profissionais que participaram do atendimento já foram ouvidos pela delegacia, que agora analisa prontuários, procedimentos adotados e laudos para esclarecer as circunstâncias da morte.

O hospital não se pronunciou oficialmente até o momento. A investigação segue em andamento.

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