Um homem identificado como Gabriel Maciel, de 33 anos, foi preso acusado de assassinar o próprio pai, o policial militar aposentado José Maciel, que estava desaparecido desde setembro de 2019, em Manaus, no Amazonas. O caso foi elucidado após o suspeito confessar o crime e indicar o local onde ocultou o corpo da vítima.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas , José Maciel tinha 60 anos quando desapareceu. As investigações apontam que ele foi morto dentro da residência do filho, localizada no bairro Nova Esperança, na zona oeste da capital amazonense.
Motivação do crime
Segundo o delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Amazonas, Guilherme Torres, a principal linha de investigação indica que o crime teria sido motivado pelo interesse de Gabriel em se apropriar de duas armas do pai para vendê-las ao tráfico de drogas.
O delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), explicou ainda que Gabriel era usuário de drogas e havia se afastado da família, mantendo contato apenas com o pai, que continuava oferecendo ajuda financeira e alimentos.
Corpo escondido em cisterna
As forças de segurança foram acionadas no último sábado (16) após uma denúncia de que um corpo estaria escondido no imóvel. Durante as buscas, os policiais localizaram a ossada da vítima enterrada de cabeça para baixo dentro de uma cisterna, enrolada em uma rede e coberta por grande quantidade de entulhos.
O subcomandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel Thiago Balbi, informou que José Maciel havia ido até a casa do filho para levar mantimentos, já que ele costumava prestar assistência ao suspeito. Depois da visita, o policial aposentado nunca mais retornou para casa.
Na época do desaparecimento, familiares questionaram Gabriel sobre o paradeiro do pai, mas ele afirmou que José teria viajado. Desde então, o caso passou a ser tratado como desaparecimento.
Confissão e prisão
Ainda conforme a investigação, o suspeito teria comentado sobre o crime com outras pessoas, demonstrando arrependimento. A informação chegou à companheira da vítima, que encontrou Gabriel em situação de rua nas proximidades da Orla da Ponta Negra.
Após ser localizado, Gabriel confessou o assassinato à madrasta e foi levado para o 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Em seguida, ele foi encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios, onde voltou a admitir o crime e revelou onde havia escondido o corpo.
A Polícia Civil informou que, devido ao tempo decorrido desde o homicídio e à quantidade de entulhos no local, as equipes passaram um dia inteiro realizando buscas até encontrar a ossada.
O suspeito passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Ele permanece à disposição da Justiça.