O Departamento Estadual de Repressão aos Narcóticos ( DENARC ) apontou que o rastro financeiro do grupo liderado por Alandilson Passos, alvo da Operação Capital Oculto, deflagrada nessa quinta-feira (31), pode alcançar a cifra de R$ 102 milhões. A informação foi repassada pelo diretor do DENARC, delegado Samuel Silveira.
À Coluna, o delegado declinou que as investigações, iniciadas ainda no ano de 2021, que avançaram ao longo dos anos de 2022, 2023 e 2024, diagnosticou a continuidade do modus operandis dos investigados, que possuem relações com integrantes do núcleo do Bonde dos 40, chefiado por Alandilson Passos , namorado da vereadora Tatiana Medeiros (PSB).
“O total de patrimônio identificado, como oriundo do tráfico de drogas, e circulante dentro da facção Bonde dos 40, perfaz um total de R$ 53 milhões, que foram bloqueados pelo Poder Judiciário. Esse número corresponde quando a gente analisa apenas o valor circulado entre os indivíduos que ora se encontram presos ou foragidos em decorrência dessa operação. Quando a gente amplia um pouco para outros que transacionaram com esses indivíduos, a gente chega à marca de R$ 102 milhões”, explicou o delegado Samuel Silveira.
O inquérito policial que possui, aproximadamente, 800 páginas, inclui 28 pessoas físicas e 9 pessoas jurídicas que se integram mutuamente no esquema responsável pela lavagem de capitais oriunda do tráfico de entorpecentes utilizando, sobretudo, revendedoras de veículos, duas delas ligadas ao empresário Elielson Mariano da Silva – acusado de assassinar a companheira - e a terceira vinculada a Deivison José Santos Lima.
Lojas tiveram as atividades suspensas
Três lojas visitadas na manhã dessa quinta-feira tiveram suas atividades comerciais suspensas: a Corolla Veículos, Compass Veículos (vinculadas a Elielson Mariano da Silva), além da Extourado Veículos (vinculada a Deivison José Santos Lima).
Dos estabelecimentos, os policiais removeram mais de 30 veículos que foram apreendidos e encaminhados para a sede do DENARC. Para a investigação capitaneada pelo delegado Samuel Silveira, os veículos são produtos de transações financeiras realizadas para escamotear o esquema por trás do tráfico de entorpecentes.
Rapidinhas
Operador financeiro do grupo criminoso está foragido
Alvo de buscas e de um mandado de prisão temporária, Deivison José Santos Lima não foi localizado em sua residência no condomínio Terras Alphaville, zona leste de Teresina. Ele é apontado como um dos principais operadores financeiros ligados a Alandilson, movimentando grandes somas vindas do tráfico e da facção criminosa.
No momento da ação, ele não foi encontrado, mas equipes da Polícia Civil seguem em diligências para prendê-lo nos próximos dias.
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