Envelhecer com dignidade é um direito de todos, e cabe às cidades criarem condições para que isso aconteça. Em Teresina, apesar das dificuldades financeiras que o município enfrenta, ainda é possível pensar em soluções criativas, acessíveis e de baixo custo para transformar a vida dos nossos idosos.

Não é preciso grandes investimentos para tornar a cidade mais amigável à terceira idade. Pequenas mudanças podem gerar grandes impactos: bancos em locais estratégicos para descanso durante caminhadas, ampliação das áreas sombreadas nas praças, calçadas mais seguras e bem cuidadas, faixas de pedestre visíveis e semáforos com tempo adequado para travessia. São ajustes simples que garantem mobilidade, segurança e autonomia para os idosos.

Foto: Demóstenes Ribeiro
Professor Demóstenes Ribeiro

Outro ponto essencial é investir em programas comunitários. Atividades físicas em grupo, como caminhada orientada, dança, capoterapia ou ginástica nas praças, exigem pouco recurso e oferecem imensos benefícios para a saúde física e mental. Além disso, espaços de convivência — mesmo que modestos — fortalecem os laços sociais, diminuem a solidão e aumentam a autoestima da pessoa idosa.

Também é fundamental capacitar profissionais da atenção básica em saúde para acolher melhor o idoso, ouvindo suas demandas com paciência e respeito. Esse cuidado humanizado não custa caro, mas faz toda a diferença.

Teresina pode ser um exemplo de cidade que valoriza seus idosos não pelo tamanho do orçamento, mas pela sensibilidade de suas escolhas. Envelhecer bem significa viver em um lugar que entende as necessidades de cada fase da vida, e isso é possível mesmo em tempos de restrição financeira.

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*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1