A hipertensão arterial continua sendo uma das maiores causas de doenças cardiovasculares no mundo, com impacto sobre mortalidade, qualidade de vida e custos com saúde. Mudanças no estilo de vida — alimentação, controle de peso, redução de álcool e tabagismo — são reconhecidas como medidas eficazes. Entre essas, a atividade física tem papel central, e estudos recentes mostram que a musculação (treinamento resistido) não só fortalece músculos e melhora composição corporal, mas também tem efeitos benéficos diretos sobre a pressão arterial.

Evidência científica recente

Em 2025, vários artigos e meta-análises reforçam que o treinamento resistido regular provoca reduções significativas tanto na pressão arterial sistólica (PAS) quanto na diastólica (PAD). Como o exemplo a seguir:

Foto: Demóstenes Ribeiro
Demóstenes Ribeiro

Uma meta-análise publicada em Postępy Kardiologii Interwencyjnej analisou 14 ensaios clínicos randomizados com 676 pessoas hipertensas. O estudo concluiu que, comparado ao grupo controle, o treinamento resistido diminuiu a PAS em média em –8,61 mmHg e a PAD em –4,57 mmHg.

Em síntese, com base nos estudos de 2025, há forte respaldo científico de que a musculação regular é uma estratégia eficaz não apenas para melhora de força e composição corporal, mas também para redução da pressão arterial em pessoas com hipertensão. Seus efeitos são clinicamente relevantes e, quando combinados com exercícios aeróbicos e outras mudanças no estilo de vida, potencializam-se. Portanto, incorporar musculação num programa de saúde cardiovascular é uma recomendação cada vez mais justificada.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1