Pouca gente percebe, mas o sistema global de alimentação e saúde funciona como uma engrenagem perfeitamente ajustada — e não exatamente a nosso favor. Os mesmos grupos financeiros que controlam as grandes indústrias alimentícias, conhecidas como Big Food, também são acionistas das gigantes farmacêuticas, as chamadas Big Pharma.

Em outras palavras: as empresas que produzem alimentos ultraprocessados, cheios de açúcares, gorduras ruins e aditivos químicos — todos sabidamente inflamatórios e relacionados a doenças como obesidade, diabetes, hipertensão e câncer — pertencem aos mesmos donos que produzem os medicamentos usados para tratar essas mesmas doenças.

Foto: Arquivo pessoal
Demóstenes Ribeiro

É um ciclo perverso: primeiro, adoecem a população com produtos baratos, práticos e viciantes; depois, lucram novamente vendendo os remédios que “controlam” os sintomas dessas doenças crônicas, mas raramente curam.

Enquanto isso, o sistema de saúde segue sobrecarregado e as pessoas continuam acreditando que estão fazendo “boas escolhas” ao consumir produtos amplamente divulgados na mídia, sem perceber que a publicidade e o lobby dessas corporações moldam até o que é ensinado nas faculdades de nutrição e medicina.

A verdade é que alimentação natural, atividade física regular e sono de qualidade são os maiores inimigos desse sistema — porque mantêm as pessoas saudáveis, independentes e fora das farmácias.

Em resumo: o sistema não quer que você adoeça por acidente. Ele precisa que você adoeça para continuar existindo.

Sem anúncio no momento

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1