Crianças ativas fisicamente não apenas crescem mais fortes e saudáveis — elas também aprendem melhor. A ciência já demonstrou de forma consistente que o movimento é um poderoso estimulador do cérebro infantil. Quando uma criança corre, pula, joga bola ou participa de atividades estruturadas na escola, seu cérebro recebe mais oxigênio, aumenta a liberação de neurotransmissores como dopamina e serotonina e fortalece conexões neurais. O resultado? Maior atenção, melhor memória, mais criatividade e um desempenho escolar significativamente superior.

Foto: Arquivo pessoal/Demóstenes Ribeiro
Professor Demóstenes Ribeiro

Em outras palavras: criança que se movimenta, aprende mais.

É por isso que a Educação Física escolar tem um papel que vai muito além de “gastar energia”. Ela é parte essencial do desenvolvimento cognitivo, emocional e social. A aula de Educação Física ensina disciplina, cooperação, tomada de decisão, coordenação motora fina e grossa — habilidades diretamente ligadas ao rendimento acadêmico. Ignorar sua importância é comprometer a aprendizagem e o futuro das nossas crianças.

Para que isso aconteça de forma plena, é fundamental que o nosso sistema de saúde e educação passe a valorizar verdadeiramente o Profissional de Educação Física. Esse profissional é um agente de saúde pública: ajuda a prevenir sedentarismo, obesidade infantil, ansiedade, depressão e ainda impulsiona o desempenho escolar ao estimular um corpo que se move e um cérebro que aprende melhor.

Se queremos uma geração mais inteligente, mais criativa e mais preparada, precisamos colocar o movimento no centro da infância. Precisamos apoiar a Educação Física na escola, dar condições de trabalho aos professores, incluí-la como prioridade nas políticas públicas e reconhecer o impacto gigantesco que ela tem na formação das crianças.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1