É muito comum ouvir idosos dizendo: “Estou caminhando mal porque parei de caminhar.” Na verdade, não é bem assim. O que realmente faz o idoso perder a qualidade da marcha não é a falta de caminhada, mas sim a perda de força muscular nos membros inferiores — especialmente quadríceps, glúteos e músculos da tíbia.

Com o passar dos anos, o corpo naturalmente perde massa muscular. Esse processo, chamado sarcopenia, deixa as pernas mais fracas, reduz a estabilidade, encurta o passo e faz a caminhada ficar pesada, insegura e cansativa. Caminhar, por si só, não é suficiente para recuperar essa força perdida — porque a caminhada é um exercício leve, que não gera estímulo de força suficiente para reconstruir os músculos.

Foto: Demóstenes Ribeiro
Para o idoso, fazer musculação é muito mais importante do que esteira

É por isso que muitos idosos caminham todos os dias, mas continuam andando devagar, arrastando os pés ou com medo de cair. Caminham… mas não fortalecem.

Musculação. Sim — exercícios de força, com cargas progressivas, feitos de forma orientada. É isso que faz o músculo crescer novamente, melhora o equilíbrio, aumenta a potência das pernas e devolve a segurança ao caminhar.

Fortalecer:

- quadríceps → melhora o levantar da cadeira e o controle do joelho;

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- glúteos → estabilizam a pelve e evitam quedas;

- tibial anterior → evita arrastar o pé;

- panturrilhas → impulsionam o passo.

Quando esses músculos ficam fortes, o idoso volta a caminhar com passo firme, mais rápido, com mais equilíbrio e sem medo. Se o problema é falta de força, aumentar apenas a caminhada é como tentar consertar um carro fraco acelerando mais — não funciona.

É preciso músculo, não mais quilometragem. Portanto: O idoso não passa a caminhar com dificuldade porque deixou de caminhar. Ele passa a caminhar mal porque perdeu força.

E para voltar a caminhar bem, o caminho não é a esteira. É a musculação.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1