Durante muito tempo, acreditou-se que viver muito era questão de sorte genética. Mas uma pesquisa divulgada na base científica PubMed veio para quebrar esse mito. O estudo principal (PubMed / BMJ Evidence‑Based Medicine, 2024). O estudo acompanhou 353.742 adultos europeus do UK Biobank entre 2006 e 2021, com média de 13 anos de seguimento e 24.239 óbitos registrados.
De acordo com os dados do estudo, apenas 7% da sua longevidade depende da genética. Os outros 93% estão diretamente ligados ao seu estilo de vida.
Isso mesmo: quem determina se você vai viver muito ou pouco é você mesmo — através das escolhas que faz todos os dias. Desde o que você come, o quanto se movimenta, como dorme, como lida com o estresse e até com quem convive. A ciência está deixando cada vez mais claro: não são os seus pais que definem seu destino, e sim seus hábitos.
Essa descoberta muda tudo. Afinal, não podemos mudar os genes com os quais nascemos, mas podemos — e devemos — mudar nossos comportamentos. Alimentação saudável, prática regular de atividade física, sono de qualidade, boas relações sociais e controle do estresse não são mais apenas "dicas de saúde", mas sim fatores determinantes para viver mais e melhor.
Se você ainda usa a desculpa de que “meus pais não viveram muito”, é hora de rever isso. A genética é apenas o ponto de partida — o trajeto quem constrói é você. Não entregue seu futuro ao acaso. Cuide-se. Porque a chave da longevidade está nas suas mãos.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1