Uma nova onda tomou conta das redes sociais: o uso do Mounjaro (tirzepatida) como arma rápida contra a balança. Vendido como a solução definitiva para o emagrecimento, o medicamento que foi criado para tratar diabetes tipo 2 agora é usado de forma indiscriminada, apenas por fins estéticos. Mas o que parece milagre pode se transformar em um grave risco à saúde.

O alerta dos especialistas é claro: o Mounjaro é um medicamento recém-lançado e ainda não existem estudos de longo prazo sobre seus efeitos colaterais. Em outras palavras, quem usa o remédio sem real necessidade está participando, na prática, de um experimento com o próprio corpo.

Foto: Demóstenes Ribeiro
Professor Demóstenes Ribeiro

Os efeitos adversos já conhecidos são preocupantes: náuseas, vômitos, diarreia, pancreatite, pedras na vesícula e até hipoglicemia severa. Mas o que mais assusta é o desconhecido — não sabemos como o organismo vai reagir depois de anos de uso. E mais: ao forçar uma perda de peso rápida, muitas pessoas estão sofrendo perda de massa muscular e desnutrição, o que enfraquece o corpo em vez de fortalecê-lo.

A ciência é categórica: os estudos que aprovaram o Mounjaro foram feitos em pacientes diabéticos, acompanhados apenas por alguns anos. Não existem evidências sobre a segurança do medicamento em pessoas saudáveis nem sobre os impactos após uma década de uso.

Ou seja, apostar no Mounjaro por estética é brincar de roleta-russa com a própria saúde. A vaidade imediata pode sair caro — com sequelas permanentes e até risco de morte.

Sem anúncio no momento

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1