Em entrevista à TV GP1 , o ex-coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), delegado Charles Pessoa , fez jogo de "sonso" e “esconde-esconde” ao ser perguntado se vai se filiar a algum partido para disputar a eleição no próximo ano e a qual casa almeja: Assembleia Legislativa ou Câmara dos Deputados.

É estratégia de quem sabe esperar, tem paciência e não é ansioso. Natural do município de Rio Grande do Piauí, o delegado Charles, que foi policial penal federal e diretor de inteligência da Secretaria de Justiça do Piauí, tem até março do próximo ano para se filiar, no mínimo, a um partido da base aliada.

Foto: Lucas Dias/GP1
Delegado Charles Pessoa

Por enquanto, “o terror” das organizações criminosas se faz de “sonso” quando o assunto é a candidatura dele a deputado estadual ou federal. Agora, como delegado do DRACO, Charles Pessoa discursa que continua combatendo o crime organizado e orientando a juventude a não ingressar no “mundo do crime”, onde não há futuro, a não ser cadeia ou cemitério.

Enquanto isso, nos bastidores, sabe-se que ele será candidato com apoio do secretário Chico Lucas e de grande parte dos(as) colegas da Secretaria de Segurança, onde é benquisto e admirado pela astúcia e coragem no combate ao crime.

Tribunal de Justiça só tem duas desembargadoras

Por curiosidade, inspecionando os portais dos Tribunais de Justiça do Piauí, Ceará e Maranhão, verifico que, dentre os três, o do Piauí é onde há menor número de desembargadoras.

O Tribunal de Justiça do Piauí tem 23 integrantes, sendo duas desembargadoras: Maria do Rosário de Fátima Martins Leite Dias e Lucicleide Pereira Belo. No Tribunal de Justiça do Maranhão são 36 membros, sendo sete desembargadoras. Uma delas, Maria Francisca Gualberto Galiza, é a presidente da Corte. Já no Tribunal de Justiça do Ceará são 32 desembargadores e 21 desembargadoras.

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Foto: Alef Leão/GP1
Tribunal de Justiça do Piauí

Pergunta à Ordem dos Advogados do Piauí, ao Ministério Público do Estado, à Defensoria Pública e ao Tribunal de Justiça do Piauí: por que só duas desembargadoras no TJ piauiense?

Fim da farra dos suplentes na Câmara de Teresina

Acabou a farra dos suplentes na Câmara de Vereadores de Teresina. Atualmente, a Câmara paga salário a 30 vereadores porque a vereadora Tatiana Medeiros , do PSB, afastada do mandato por determinação da Justiça Eleitoral, continua na folha de pagamento da casa, recebendo algo em torno de 25 mil reais por mês. Atuando no lugar dela está Leôndidas Júnior , também do PSB, que pretendia tirar licença, segundo a imprensa, de 120 dias para “resolver problemas pessoais” e ceder a vaga para o colega de partido, Celso Henrique.

Foto: Alef Leão/GP1
Câmara Municipal de Teresina

Agora, diante do regimento da Câmara, é preciso que o vereador ou a vereadora esteja realmente doente, com atestado médico informando a necessidade da licença para afastamento por 120 dias para tratamento de saúde.

Empréstimo do prefeito de Teresina

Está na Câmara de Vereadores de Teresina um pedido do prefeito Sílvio Mendes para solicitar um empréstimo de 500 milhões de reais ao Banco do Brasil, com o intuito de pagar um empréstimo que a Prefeitura de Teresina deve ao próprio banco.

Foto: Alef Leão/GP1
Sílvio Mendes

Na votação, a Prefeitura deverá contar com votos da bancada petista. Afinal de contas, o prefeito segue a trilha do governador do Estado, que, no início do ano, pediu à Assembleia Legislativa autorização para contrair empréstimo no Banco do Brasil sob o argumento de que, com o novo empréstimo, ficaria mais barato pagar o empréstimo anterior que o governo deve ao BB. Valor do pedido feito pelo governador: cinco bilhões e 800 milhões de reais.

Se a Assembleia autorizou o governador, a Câmara vai autorizar o prefeito e deve fazê-lo com o apoio do PT. Afinal de contas, o PT não age com “dois pesos e duas medidas”, né? Dá para entender?

Senadores e a base aliada

O GP1 estampou, nesta semana, uma foto dos senadores Marcelo Castro (MDB) e Ciro Nogueira (PP) com o prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel, do Progressistas. Até agora, nenhum partido da base aliada admoestou o presidente regional do MDB, senador Marcelo Castro, candidato à reeleição pela base aliada ao governador Rafael Fonteles, do PT. E reparem que a ordem do presidente regional do PT e presidentes dos demais partidos da base aliada é de que os filiados devem ser fiéis uns aos outros.

Foto: Reprodução/Redes Socias
Mesmo após desconforto recente, Marcelo Castro voltou a se encontrar com Ciro

A direção do PT foi mais além: defende a expulsão dos petistas que não votarem nos candidatos da base aliada. A realidade mostra que muitos vereadores, prefeitos e deputados petistas serão punidos por ligação político-eleitoral com o senador Ciro Nogueira, que tem trânsito livre entre petistas, emedebistas e pessedistas.

Georgiano Neto e a base aliada

O deputado estadual Georgiano Neto , do MDB, continua “persona non grata” para os petistas em virtude da atuação dele em busca de votos para ele, o irmão e o pai. A turma do PT alega que Georgiano age de forma “desleal”, “tomando” colégios eleitorais não só de petistas, mas também de correligionários dos outros partidos da base aliada. Quem avisa, amigo é. E há gente avisando ao deputado Georgiano para ele ter cuidado com a fúria vingativa petista.

Dica de leitura

Dica! Nestes tempos de ácida e acirrada polarização política, sugiro a leitura do livro de Estevão de Carvalho Freixo: Polarização Política Brasileira: Ideologia e Discurso na Cena Política Nacional.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1