Na tribo petista piauiense, não há consenso na escolha do integrante da legenda para ser vice de Rafael Fonteles em 2026. Os “rafaboys” anunciaram que Washington Bandeira, amigo pessoal do governador, será o candidato a vice-governador pelo PT.
A indicação não foi bem recebida pelos petistas “das antigas”, que consideram Washington Bandeira um “novel” petista. O cacique da tribo, “Índio Dias”, demonstrou insatisfação com a decisão do governador.
Wellington Dias e seu grupo pretendem indicar o vice de Rafael, e a decisão deve prevalecer sobre os “rafaboys”, conforme a lógica interna do partido.
Biografia e formação de Alberto Tavares e Silva
Alberto Tavares e Silva nasceu em Parnaíba, no Piauí, em 10 de novembro de 1918. Graduou-se Engenheiro Civil, Engenheiro Eletricista e Engenheiro Mecânico na Universidade Federal de Itajubá, em Minas Gerais.
Antes de ingressar na política partidária, exerceu vários cargos públicos. O primeiro deles, ainda recém-formado, foi o de Engenheiro-Chefe dos Serviços de Transportes Elétricos da Estrada de Ferro Central do Brasil, no Rio de Janeiro, à época capital da República Federativa do Brasil.
Carreira política e mandatos
Alberto Silva foi eleito prefeito de Parnaíba duas vezes. No intervalo entre os dois mandatos, foi eleito Deputado Estadual. Governou o Piauí por duas vezes. A primeira, de 1970 a 1974, foi nomeado pelo então Presidente da República, o General Emílio Garrastazu Médici. O segundo mandato de Governador, de 1987 a 1990, conquistou pelo voto popular.
Alberto Silva foi eleito deputado federal por duas vezes, em 1994 e em 2006. Assumiu o Senado pela primeira vez, em 1979, após o falecimento do Senador Dirceu Arcoverde. Em 1998, foi eleito para o Senado com 311.217 votos, e, em 2004, o Presidente Lula nomeou-o para o Conselho da República.
Tentativas frustradas de ser prefeito de Teresina
Alberto Silva não conseguiu realizar o sonho de ser prefeito de Teresina. Perdeu duas eleições para a Prefeitura da capital piauiense: em 1992, para o Professor Wall Ferraz, e em 1996, para o auditor do Tribunal de Contas da União, professor da Universidade Federal do Piauí e ex-secretário de Finanças da Prefeitura, Firmino Filho.
Legado e homenagens
Alberto Silva ocupou a cadeira de número 1 da Academia Piauiense de Letras e faleceu na capital do Brasil em 28 de setembro de 2009, no exercício do segundo mandato de deputado federal.
Obras de mobilidade, como asfaltamento de estradas no primeiro governo e o “Pré-Metrô” de Teresina na segunda gestão, são marcas indeléveis de sua administração. A estação terminal do Pré-Metrô de Teresina é denominada Estação Engenheiro Alberto Tavares e Silva.
Em 2015, o Congresso Nacional e a Presidenta Dilma Rousseff sancionaram a BR 343 como Rodovia Governador Alberto Silva, em homenagem ao político.
Decisão do STF sobre parlamentares e eleições
Crendo que a maioria dos ministros do Supremo Federal seguirá a decisão do ministro Luiz Fux sobre o número de parlamentares, deputados e deputadas piauienses aguardam a decisão final até o dia 4. A medida também impacta quem almeja cargos no Palácio Petrônio Portela ou no Plenário Ulysses Guimarães.
Eleições e movimentações políticas
O senador Ciro Nogueira deve focar na reeleição ao Senado e fortalecer o PP, em vez de disputar a vice-presidência. Rafael Fonteles busca reeleger-se governador e retirar Ciro Nogueira do Senado.
Administração municipal de Teresina
O prefeito Sílvio Mendes , com “cabeça de peixe fria”, tenta equilibrar interesses e resolver problemas históricos da capital, como lixo, transporte coletivo e saúde.
Na Câmara, o prefeito ainda não é unanimidade, mas mantém controle sobre votações importantes, como a renegociação da dívida com o Banco do Brasil.
Arborização e impacto ambiental em Teresina
A calçada do Palácio Chagas Rodrigues, sede da Câmara de Vereadores, está danificada pelas raízes da planta invasora Nim, que também ocupa ruas, praças e margens dos rios Poti e Parnaíba. A Câmara e a Prefeitura permitem que o Nim se espalhe, em detrimento do Caneleiro, árvore símbolo da cidade.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1