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O silêncio do vice-governador do Piauí! Por Zózimo Tavares


*Zózimo Tavares

O silêncio do vice

Sempre muito falante, o vice-governador Wilson Martins sumiu da mídia. O apagão voluntário começou há semanas. Ele, em sua última entrevista sobre a sucessão, foi curto e grosso e desafiou alguém a aparecer com uma “proposta cretina” para renunciar ao mandato, deixar de assumir o governo e desistir de ser candidato a governador nas próximas eleições.
As declarações de Wilson Martins causaram profundo mal-estar no blocão do governo, pois a idéia sobre a sua renúncia vinha sendo alimentada principalmente pelo PT. Depois que deu o seu recado, o vice ganhou a estrada, com o objetivo de viabilizar a sua candidatura ao governo junto às lideranças do interior.
Imagem: Foto DivulgaçãoWilson Martins(Imagem:Foto Divulgação)Wilson Martins

Soube-se que ele teve um encontro reservado com o governador Wellington Dias, no final de semana. O teor da conversa entre os dois não foi divulgado. Pelo visto, não houve acerto. Do contrário, eles seriam os primeiros a propalar qualquer entendimento havido ou encaminhado.
Quando se reuniram na casa do governador, em novembro passado, os principais líderes do blocão governista, entre eles os quatro pré-candidatos a governador, decidiram que a escolha do candidato obedeceria a três critérios: 1- será aquele que tiver condições de seguir com o projeto de desenvolvimento do governo; 2- será aquele com maior poder para manter os aliados unidos; 3- será aquele que estiver melhor nas pesquisas.

Os líderes combinaram que a definição ocorreria em março próximo. Assim, o governador teria tempo de decidir se continuaria no governo até o final do mandato ou se renunciaria no dia 2 de abril para ser candidato a senador, dependendo do desfecho da questão. O prazo está se esgotando e o consenso no governo está a cada dia mais difícil.

Voltando ao silêncio do vice-governador: ele continua calado porque certamente não mudou de idéia. Dessa forma, suas declarações não perderam a validade e, portanto, não precisam estar sendo reiteradas e provocando ainda mais confusão no já tumultuado processo sucessório, dentro do esquema governista.

*Zózimo Tavares é editor chefe do Diário do Povo

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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