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Ideli Salvatti e seus subterfúgios políticos


O povo catarinense precisa conhecer melhor a sua personalidade. Acostumada a se comportar como uma extrema defensora do governo Lula no Senado, a ponto de participar do grupo que não aceitava ver o governo ser investigado por qualquer suspeita de irregularidade política, a senadora Ideli sempre soube tirar proveito de sua aparente seriedade. Sim, falo de aparente seriedade, pois quem se utiliza de subterfúgios políticos para tentar incriminar adversários não pode merecer credibilidade de ninguém, principalmente agora que pretende ser governadora estadual de Santa Catarina. Mas, certamente, grande parte do eleitor catarinense desconhece os seus métodos de fazer política. E quem procede de forma capciosa não merece governar Santa Catarina.

A revista Veja, edição de 11/08/2010, apresenta o ex-diretor da Previ, Gerardo Santiago, que conta que produziu dossiês contra oposicionistas - para desmoralizar os adversários - a mando do presidente do fundo de pensão do Banco do Brasil, Sérgio Rosa, controlado pelo PT, que presidiu a Previ até maio deste ano. É uma pena que o Banco do Brasil e seu fundo de pensão estejam contaminados pela ingerência de fajutos políticos petistas em suas direções.

Vejam trechos da entrevista de Veja com Gerardo Santiago: -"O senhor foi escalado para produzir dossiês contra adversários do governo Lula? Em dezembro de 2005, quando a CPI dos Correios estava encurralando o PT, o Sérgio Rosa me chamou à sala dele e disse que eu reunisse informações sobre investimentos problemáticos na Previ que estivessem ligados a políticos da oposição (...). - Como foi esse trabalho? Eu sabia que o Conselho Fiscal da Previ havia separado uma série de investimentos de riscos, que exigiam atenção especial. Quando Sérgio Rosa me deu a orientação, resolvi pesquisar nesse arquivo, que era uma bela matéria-prima (...). Aí consegui juntar denúncias contra o governador ACM, contra o governador José Serra e contra o então presidente do PFL, o senador Jorge Bornhausen. Depois de trinta dias de trabalho, fiz o texto, juntei documentos, encadernei e entreguei ao Sérgio Rosa, que o guardou para usar na hora certa. - Qual foi o uso que o Sérgio Rosa fez desse material? Em uma sessão da CPI no fim de fevereiro de 2006, o deputado ACM Neto (DEM-BA) estava atacando o governo e perturbando a senadora Ideli Salvatti (então líder do PT no Senado). Então, ela perguntou a um grupo que a assessorava: "Ninguém aí tem nada que possa calar a boca desse moleque?". Aí eu falei: "Senadora, contra o rapaz, não. Mas eu tenho uma munição pesada contra o avô, não serve?"Ela começou a pular, a comemorar. Ligou para o Sérgio Rosa, e a coisa andou. O Sérgio enviou o dossiê para o gabinete dela. Duas semanas depois, estava tudo na capa da revista Carta Capital (a reportagem foi publicada na edição de 8 de março de 2006)."

Essa é a senadora Ideli Salvatti, maquiavélica, tirando proveito de dossiês chantagiosos para defender o seu PT e chamuscar adversários. É com esse espírito bélico e revanchista, de métodos sorrateiros e de seriedade duvidosa, que a candidata Ideli Salvatti pretende governar Santa Catarina? O eleitor catarinense precisa conhecer melhor a sua personalidade.

*Julio César Cardoso é bacharel em Direito e servidor federal aposentado

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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