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Os meios justificam os fins?


*Por Josenildo Melo
Imagem: ReproduçãoJosenildo Melo(Imagem:Reprodução)Josenildo Melo
No seio da cristandade NÃO; em política SIM! Quanto mais se ler mais se compreende que em política tudo é possível. Um país construído sob a égide da educação qualificada é outros 500. Infelizmente muitos estudam pelo possuir um diploma; isso é triste. Faz dias que tínhamos ido à livraria, pois acreditamos que primeiro devemos ler os livros que já se acumulam e habitualmente as vezes não lemos. Por estes dias devoramos todos e ainda sentimos a necessidade de ler mais alguns e dentro das preciosidades adquiridas encontramos a preciosidade histórica de um livro que fala academicamente da construção da CHINA. Leitura bem mais que acadêmica; realmente prazerosa!

Acumular diplomas é importante, mas mais importante ainda é o prazer da leitura. Uma vez um sábio sacerdote disse-me meu filho hoje vamos ter um dia de lazer; naquela época imaginei o que toda pessoa de 22 anos imagina; opa, hoje vamos à praia, ao shopping, vamos conhecer a cidade. Neste dia aprendi realmente o que é um bom lazer! Fomos à maior livraria de Salvador e depois fomos ao aeroporto simplesmente olhar o decolar e aterrissar de aeronaves. Sou muito grato a este jesuíta espanhol. Gente boa; muitos anos depois soube que ele morreu dignamente e se tornou até cidadão baiano. A vida sem livros não vale a pena. O prazer da leitura saudável é realmente gratificante!

Sim, os meios justificam os fins? Politicamente justificam-se pelo fato de que a natureza humana é essencialmente formada na contemporaneidade pro desfrute do ter, do poder e do prazer. A literatura medieval descreve fielmente as astúcias do poder. Em se tratando de poder ninguém é supremo e poderosamente eterno. Quem outrora foi adversário, futuramente é o melhor dos aliados. Agora tecemos estas linhas na ótica do entendimento dos iluminados racionais. Se é que ainda não existem pessoas aprimoradas na arte do saber; o que tergiversamos neste momento é que os ditos simples de cultura e mesmo endinheirados (pois dinheiro “compra” diplomas, mas jamais sabedoria), pra esses ainda hoje é vergonhoso, incompreensível a arquitetura política! Estão sempre a em algum momento se perguntarem; quem te viu quem te ver! Olha onde está fulano, você viu sicrano já está se preparando pra embarcar no novo navio! Não se assustem; em política os meios justificam os fins!

A gratidão, a lealdade, a fidelidade cristã consiste em não compartilhar com tudo que possa atentar contra a vida; por isso neste sentido quem somos nós para julgar as pessoas? Política é coisa séria, a política vai além do tergiversar palavrial. A hoje poderosa China viu certa vez o seu líder implorar ajuda ao capitalismo americano; muito tempo depois o capitalismo americano rende-se à sabedoria milenar chinesa. A China hoje é um dos países onde mais o cristianismo jesuítico avança.

O sonho de todo intelectual é as liberdades, principalmente a liberdade de poder socializar o mínimo de aprendizado. Somos simples pó e ao pó retornaremos; mas a liberdade intelectual é prazerosa. Percebam nas entrelinhas que uma China está sendo construída e vai ser construída! A política de construção de uma “China brasileira” está correta. As elites brasileiras e piauienses perderam a força midiática; as elites brasileiras e piauienses perderam a força da condução de fatos e acontecimentos; as elites brasileiras e piauienses se renderam? Quem somos nós para julgar alguém. A grandeza da intelectualidade é a produção da reflexão. Ontem percebemos uma mente iluminada no programa roda vida da TV Cultura que disse: temos espaço pra um grande partido de direita no Brasil!

Sociologicamente ele vislumbrou o que jamais alguém ainda tinha incorporado. Mas quem tem a coragem de encarnar verdadeiramente os sonhos e ideologias de direita? Já bem disse um grande filósofo no programa Canal Livre da TV Bandeirantes: hoje temos um partido que verdadeiramente já incorpora a esquerda socializante; mas os ditos conservadores ou progressistas não vão acordar!

Luiz Felipe Pondé, um dos mais brilhantes intelectuais contemporâneos, foi sincero ao enfatizar que não aprecia muito Rousseau; foi justo ao entender a utilidade de Rousseau apenas em outros contextos de análise. Em política o grande marco da sabedoria é O Príncipe de Maquiavel. Mas feliz ainda foi Pondé ao alertar esclarecedoramente: Política é essencialmente manutenção do Poder! Agora enfatizamos: Política é algo sério, tão sério que somente os meios para justificarem os FINS!

FRASES: "O homem esquece mais facilmente a morte do pai do que a perda do patrimônio." "Eu creio que um dos princípios essenciais da sabedoria é o de se abster das ameaças verbais ou insultos." "Governar é fazer acreditar.”. Frases de Nicolau Maquiavel.

*Josenildo Melo é Católico. Assistente Social e Jornalista. Estudante de Direito.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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