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Reajuste no cabide de emprego político


*Júlio César Cardoso

Imagem: GP1Júlio César Cardoso(Imagem:GP1)Júlio César Cardoso
O salário de parlamentar deve subir para 33 mil reais. Na última semana de trabalho, Congresso prepara reajuste de 26% para deputados, senadores, ministros de Estado e a presidente Dilma. Para os ministros do STF, nova remuneração prevista é de R$ 35,9 mil. Magistrados reivindicam mais. Fonte: Congressoemfoco.

E os demais trabalhadores profissionais não serão também contemplados por equidade com o referido reajuste? Ou a igualdade de direito de que trata Carta Magna não tem validade? Os nossos parlamentares federais se autorreajustam sem escrúpulo, com repercussão perdulária em cascata nos Legislativos de todo o país.

Vejam, além dos salários, os congressistas têm direito a apartamento funcional ou auxílio-moradia de 3.800 reais, verba indenizatória de até 41.000 reais para deputados e 44.200 reais para senadores e verba de gabinete de 78 000 mil reais para deputado e 82 000 reais para senador.

Senhores, atividade parlamentar não é profissão, logo não deveria ter remuneração salarial ou subsídio. A nosso Constituição é eivada de privilégios políticos. E isso só existe por omissão da sociedade que não se manifesta. Ora, os parlamentares já rebem muitas ajudas de custo para o desempenho de seus mandatos, por isso o recebimento de salário ou subsídio é uma excrescência imoral.

A verdade é que a maioria está no Parlamento pelo cabide de emprego. Outros, abonados, não precisam de salário político, como Collor, Sarney, Renan, Kátia Abreu, Barbalho, Henrique Eduardo Alves, Henrique Fontana, Maluf etc.

O Parlamento deve ser uma atividade temporária e cívica de prestação de serviço à nação sem característica trabalhista. Pois, a atividade remunerada parlamentar é um dos descaminhos que leva à corrupção do Parlamento. Exemplo de cabide de emprego: Tiririca, Romário, Vicentinho, Benedita da Silva, Bohn Gass, Marco Maia, Marcon, Maria do Rosário etc.

Por outro lado, servidores, bancários, professores etc., em desempenho de mandato, deveriam receber somete o salário de suas origens trabalhistas. Essa pouca-vergonha de fraudar o Erário está na hora de acabar.

*Júlio César Cardoso é bacharel em Direito e servidor federal aposentado

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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